Dienstag, 21. Juli 2009

sobre o incidente de 20 de julho de 2009

Pressupostas as fundamentações gerais que me levam a postar nesse blog e excluída a hipótese de embriaguez, faz-se importante, aqui, um propósito particular. Quero seguir os passos cujo desfecho foi o rompimento com uma pessoa manifestamente inocente em razão de problemas predominantemente meus. Antes de ter a pretensão de justificá-lo ou lamentá-lo, viso entender como isso pôde acontecer a alguém tão bem intencionada, que só quis ajudar desde o princípio, mas acabou se tornando objeto das minhas representações incompreensivas.

Poderia apontar apenas dois casos em que fui condenado por um sentimento. Um por parte de uma que eu dizia amar, outro por parte de alguém que julgava saber o quão mal esse suposto amor estaria me fazendo. Decididamente, em todos os demais casos, apenas era tratado como se nada sentisse; antes não houvera nada tão intenso e, depois, independentemete da intensidade, jamais me expus tanto a ponto de deixar que me ferissem. Deveras, fora entre os 15 e os 18 anos, inexistem quaisquer lembranças de manifestações físicas minhas de afeto sinceras e irrestringidas. É-me até difícil distinguir se o abraço era fraco porque assim o era o sentimento, ou porque assim era melhor que ele parecesse. É como se, em uma tentativa de me dissimular para os outros, eu me dissimulasse para mim mesmo, a ponto de já não mais poder diferenciar uma situação de outra.

Imprescindível pra esse escrito é o conceito de sentimento com que trabalho aqui. Ao mesmo tempo que aquela sobre quem recai ganha um papel de destaque em minha vida, por conta das mínimas impressões agradáveis sobre ela deixadas, começo a ter a pretensão de exercer a mesma influência sobre a vida dessa pessoa, abstraindo-me das impressões que eu efetivamente possa exercer sobre essa. Consequentemente, por força dessa abstração, perco a noção de realidade, e sinto-me injustiçado por não ter o direito de compartilhar com uma pessoa o mesmo que ela me proporciona.

Na maior parte dos casos, eu era incapaz de me enxergar como o único responsável por essa engenhosidade sentimental suicida; algumas pessoas eu exclui sumariamente da minha vida sem direito ao contraditório - a maioria; outras apenas tiveram sua presença em meus pensamentos suspensa, para que talvez pudessem voltar em mim de forma mais pura - aí eu já desconfiava do grau de justiça dos meus julgamentos, tendo, em pelo menos um deles, me retratado sem qualquer esperança de ser perdoado - e o fui. O comum a esses casos foi eu ter entendido, com bem mais convicção, se tratar de uma perseguição pessoal, como se eu exigir atenção fosse algo injustamente reprovado por essas pessoas, a ponto de eu ter sido grosseiro com elas. O tempo e a reflexão mostraram meu equívoco: as impressões que procuro provocar estão fora do contexto delas - essa pessoas têm prioridades em relação a mim. Inconscientemente, passei a dá-las bem menos destaque. Eu até fiscalizo, mas não pra remoer as respostas que não vêm, e sim pra saber qual a hora de parar de pensar e calar-se. Tem funcionado muito bem.

O que aconteceu ontem foi sensivelmente diferente por um motivo simples: eu sabia que e como poderia acontecer. Vinha me esforçando para, quando ela me deixasse no vácuo, dispensá-la o mesmo tratamento que, nas mesmas circustâncias, dispenso às demais por quem já me interessei. No entanto, com todas as atenções voltadas pra ela, isso se torna penoso. Que todas as pessoas sejam diferentes é óbvio; o esforço em tentar demonstrar a superioridade de uma só em relação às outras é o que a encaixa no perigoso papel sobre o qual recaem meus sentimentos. Há uma ironia em eu ter usado meu parco alemão pra retratar tais sentimentos enquanto reflexos de traços pessoais dela, da maneira mais orgulhosa possível - quem escreve publicamente em língua estrangeira quer se expressar sem ser entendido. O certo seria usar o alemão para reflexões (é para o que serve), e guardar o português para dedicar-lhe meu afeto.

Eu sei que é ocupada, que esteve doente; sobraram-me indícios, alguns dos quais ela me relatou pessoalmente, de que não poderia me responder semana passada. A conclusão era óbvia, mas vinha se tornando insuportável pra mim não ter uma oportunidade a sós com ela. Eu insistia, ela se esquivava, deixava-me falando... Tudo quanto eu escrevia pra mim mesmo era pra interpretá-la a meu favor; preferia até supor que ela já desconfiasse das minhas intenções e apenas estivesse insegura, esperando um convite da maneira certa - hipótese que não consegui descartar até agora.

Mas eu estava sozinho. Ela me deixou só. Não é uma pergunta retórica: o que eu deveria fazer em uma hora dessas pra não fazer o que fiz? Pra não abandoná-la, e dizer com toda força que o melhor é não nos vermos mais por que eu só me faço sofrer quando ela está longe? Pergunto porque já tentei coisas diversas em situações parecidas. Visitas inesperadas, declarações por e-mail (o qual nem sei se ela responde, se bem que não voltou), libidinagem, álcool, algum jogo, falar com outras pessoas...

Nenhuma dessas alternativas se justifica mais. Como disse, se não vim justificar nem a atitude que seria pra ser de um homem, muito menos posso fazê-lo em relação às de um moleque. Mas também não posso lamentar; isso iria acabar acontencendo nas circunstâncias em que se desenrolavam as coisas entre a gente. Uma pergunta que me faço agora, e para a qual tenho resposta é: o que sinto nesse instante? Remorso. Queria desfazer tudo, desde o começo. Queria até ter brigado injustamente com ela, pra poder pedir perdão, mesmo sem a esperança de ela aceitar. O problema foi não ter chegado a fazer isso; tanto me contive que me afastar dela parece ter sido um ato frio e indiferente, sem a possibilidade de alegar, depois, qualquer escusa de violenta emoção. No entanto, contive minhas lágrimas durante a noite, ainda agora enquanto escrevo.

Ela vale a pena.

Vou tentar resolver isso, mas não diretamente - por incrível que pareça, enxergar com meus próprios olhos é mais problemático do que com os de outrem. Quero só uma opinião, de alguém próximo dela... Pra não jogar no escuro. Talvez algo ainda possa ser salvo; a mesma cautela que usei pra me aproximar, pra me afastar... Terei de ser coerente ao voltar.

Ela vale a pena.

Dienstag, 7. Juli 2009

moreninha

Boa noite. Tenho pouco menos de duas latinhas e sei lá quantos minutos pra terminar esse post antes de entrar na fase depressiva e não ter vontade de nada mais escrever.

Desde quando entrei nos controlados e tentei me “curar” com três doses de whisky misturadas aos remédios, após a tola impressão de ter-me tornado um super-herói com estes, isso há uns 3 meses atrás, nunca mais procurei o álcool, nem sequer senti vontade.

Tive alguns momentos que oscilam entre o instinto e a mania nesse intervalo; procurei gente de quem só exigia a matéria, nada mais.

Venho melhorando; afeto já não me é algo tão estranho ou perigoso. Cruzei a cidade atrás de um cartão original para alguém – o segundo de que tenho lembrança; se houve um primeiro antes desses dois, foi pouco importante para merecer registro. Conclui que o mais original seria o em branco, no qual eu possa compor algo menos profundo do que claro, mas, principalmente, sincero. Para alguém que tive o privilégio de encontrar na volta pra casa...

Um vizinho infeliz continua insistindo em arrumar confusões com a minha família. Nessas horas lembro-me de que ainda não tenho nada a perder; os progressos que tive geraram meras expectativas mais concretas de um futuro ainda distante da minha pobre realidade.

Está começando...

Às vezes pergunto-me se ela só não quer a mim, se não quer ninguém, ou está sentindo-se tão insegura quanto eu, apesar de querer. Desde meu primeiro verdadeiro amor (ao menos no final dele, quando eu já era maior), correr para os braços de meretrizes ou, hoje, de quem lhes faça às vezes, tem sido uma forma eficiente de escapismo. No entanto, ao lembrar-me dos olhos e do sorriso dela, da voz, daquele jeitinho simples de ser pelo qual eu passaria, em outros tempos, desapercebido, sinto um grande vazio. Vejo-me perseguindo coisas fugazes, em detrimento de alguém que me traz paz perene, em quem só não insisto com receio de espantar.

Sei que sou só uma aposta perigosa; apenas quem conhece meus méritos no passado e não me examina muito de perto no presente ainda arrisca uma jogada em mim. Não chega a ser verdadeiramente um autoflagelo dizer que ela não teria bons motivos pra me dar valor.

No entanto, uma interpretação favorável do mundo tem sido meu ideal nos últimos tempos. Realmente, quando a vi hoje, não senti o pavor típico; foi uma alegria serena e suave, dessas com pouco eco, mas que nos deixam mais leves de imediato. Até questionei-me por alguns segundos se ela sorriu contente pra mim; mas que importância isso teria, se, em eventuais dissimulações, algo de bom me esperar?

Digo hoje, pela primeira vez, a ansiedade que sinto, mesmo fazendo uso de um ansiolítico (cujos efeitos devem ter sido anulados pelo álcool...), de dizer que a amo. Para não dizer que falo sozinho nesse blog, esse é o momento, segundo minha terapeuta, no qual visto de noivas todas as garotas por quem sinto algum afeto – diferentes das que dispo como se mulheres da vida fossem, quando só pretendo amansar meus instintos. Disso há de decorrer a proibição moral de eu amá-la nesse instante.

Mais uma, pra concluir...

Terei três dias, a partir de amanhã, pra pensar o cartão dela. Embora sejamos pouco íntimos, é minha chance de tocá-la por dentro. Das mais importantes em que eu lhe possa ser algo menos imaterial do que pontos de luz em um monitor. Se me pedissem pra reconhecer um padrão numa restritíssima amostra, eu diria que elas demonstram atenção para com quem a elas se dedica, percorre longas distâncias para alcançá-las, passa um tempo junto só pra não deixar só etc. Esta não se encaixaria especialmente no segundo caso.

Praticamente consumido...

Foi numa hora como essas em que tive coragem de me aproximar dela... Perigoso, não? E desnecessário, desde que as coisas se sucedam umas às outras naturalmente. Passos extraordinários, como conhecer alguém fora do contexto, apenas fortemente entorpecido...

A propósito, tentei mais uma vez, agora mesmo, chamar atenção de uma vizinha. Inversa à minha paquera, ao que aparenta, diz-se desimpedida, a fim de curtir a vida. Wise girl, sob certos pontos de vista. Ela podia ter me visto e, em seguida, ignorado... Interpreto o mundo ao meu favor, e ela, inevitavelmente, é parte do mundo de um homem solteiro...

Can’t take it anymore...

E eu ia falar da passada a quem tratei como amiga hoje e conseguiu me dar um fora! Não a de sempre, uma mais antiga... Parabéns, haha... Talvez eu esteja contrariando meus pressupostos com essa interpretação – aliás, pelas palavras finais dela, percebeu que eu a levei a mal sim. Enfim, hoje mal consigo ter uma imagem dela na minha mente (mesmo sem álcool); apenas sentia-me a vontade pra conversar. Se ela não quer, paciência. A vida continua, rs. Como em relação a tantas outras continuou, que implicitamente deram a entender querer distância – não a de sempre; ela é um amor; se eu casar, chamo pra madrinha, rs.

Logo o sol nasce... Espero acordar antes de ele se por.

Samstag, 17. Januar 2009

E eu queria um post mais humano...

Crescer é algo complexo. É preciso tomar decisões, cujas conseqüências se projetam em outrem além de si próprio. E, às vezes, sinto-me fraco, impotente. E, depois, sozinho: ninguém pode ajudar.

Começar um curso de extensão pra ver se tenho futuro, brigar contra a Telefônica, que se recusa a deixar funcionando o serviço pelo qual cobra... Como disse a uma nova amiga dia desses, alternativas surgem aos montes, mas parece existir uma tendência automática a negá-las, sem raciocinar muito se poderiam dar certo. E poderiam; apenas pareço ter me desgastado demais com tentativas frustradas, a ponto de muito pouco ter sobrado pra inovar.

Quanto à Telefônica, há pelo menos seis meses estive procurando um modem sem fio das empresas de telefonia celular. Estavam em falta e, pasme-se, estão em falta até hoje! Uma das atendentes foi categórica a ponto de dizer que eu não encontraria o modem em nenhuma loja da rede – estou falando da Tim; meu blog não é lido, mas faço questão de denegrir, mesmo no escuro, empresas até mais incompetentes que os funcionários por elas contratados, incapazes de sugerir qualquer solução viável pros seus (eventuais) clientes.

As outras alternativas já me dão tanto nojo que custa-me escrever... Mas devo enfrentar isso. Recuso-me a continuar ligando pro 10315; já é a segunda vez que tento cancelar o Speedy, e pedem pra eu tentar um novo reparo. Hoje, um dos técnicos, por telefone, disse ter constatado baixa isolação na rede; uma vez que a fiação interna possui menos de 3 metros até a tomada telefônica, indubitável tratar-se de problema na fiação externa.

Mas já são 6 anos! Há 6 anos foram necessários 7 técnicos e um engenheiro pra instalar o serviço; menos de 2 anos depois, tornou-se instável e nunca mais voltou a ser o mesmo. Foi a partir do segundo semestre de 2008, primeiro momento de sossego desde o colegial, é que passei a tentar resolver...

Não sou dependente de internet, mas tenho um problema grave com coisas que não funcionam, mas deveriam funcionar. Tenho perdido o sono, já destruí um aparelho telefônico, embriaguei-me etc.

Embora eu, infelizmente, nunca tenha sido o único usuário de Internet em casa, sempre fui o único responsável por manter o serviço funcionando. Pergunto-me se não estou sendo rigoroso demais com a Telefônica, se, realmente, alguns clientes têm o azar de usar um par velho em suas linhas, e a empresa não é a competente para o reparo. Se contratar Speedy é o chamado contrato de compra da esperança, como se pagar pra ter acesso à internet fosse similar a pagar para o pescador jogar a rede na água. Se vier peixe, vc paga; se não vier, paga o mesmo valor. Eis a impressão que tenho sobre a impressão que têm de mim em casa, e sobre a que qualquer um teria ao perceber meu inconformismo.

A questão é: se apenas eu sou responsável pela linha, por que pensar em outrem? Se isso está me dando dor de cabeça, se está fazendo mais mal do que bem, então devo cancelar. Não sou o único a me utilizar da velocidade máxima pela qual meu pai paga, e outras pessoas aqui também usam o telefone, mas só eu passo raiva pra mantê-lo, junto com a internet, funcionando perfeitamente, sem ruídos, sem baixa velocidade, com tom de linha etc.

Seria provisório, no entanto... Uma vez tudo cancelado, a única alternativa restante seria... Reativar o serviço! Então teríamos outra linha, outro modem, outra fiação etc.

E aí surgem as mais diversas possibilidades. A minha sorte, agora, foi ter encontrado pedras de gelo no freezer, pra colocar na Coca! É bem efetivo contra os tremores do nervoso, assim como dipirona é boa pra minhas dores de cabeça.

A mais drástica delas seria mudar-se de casa. Tentar algo menor, porém mais adequado às nossas necessidades. O ideal seria em São Paulo, para onde todas as nossas vidas provavelmente estarão voltadas durante um tempo. Certamente, o cabeamento telefônico é melhor – a internet do meu pai, no Centro Velho, é 25% mais rápida que a minha e funciona, apesar de pagarmos o mesmo valor pelo mesmo produto. Maior proximidade dos serviços, transporte coletivo mais barato e relativamente mais eficiente etc.

O efeito seria próximo se morássemos na região central de Osasco – aboliríamos o uso diário dos coletivos locais. Só não seria o mesmo em razão da inexistência de controle de poluição sonora por aqui; aliás, o prefeito, em época de eleição, é o maior fomentador do excesso de ruídos pela cidade. O que se esperar dos demais cidadãos...

No entanto, um dos problemas a se considerar é o investimento. Há garantias a serem oferecidas nos aluguéis feitos por imobiliária; boa parte dos móveis de casa está infestada por cupins, e teria de ser substituída por outros à prova de cupim, se é que já existe isso. Apesar de ser a mais perfeita das soluções, exigiria uma sobra considerável de dinheiro, o que só pode ser obtido em médio prazo. O custeio pode ser mais fácil, caso consigamos uma região mais favorecida por serviços; os preços dos produtos comprados diariamente, como pães, leite e frios é menor; se pelo menos uma pessoa deixar de se deslocar todos os dias de ônibus, economizam-se, aproximadamente, 200 reais por mês.

Deveras, o insucesso em fazer meu telefone funcionar é sintoma de que merecemos algo melhor. Nesse bairro, apenas crescem o número de bares, os filhos das antigas adolescentes grávidas e a erva daninha não aparada pela prefeitura. Todo o resto tende a morrer.

Bom, mas, como solução provisória, preciso pensar na mais rápida. Existe um posto de atendimento do Procon em Osasco, eu deveria começar por ele; pedir orientações, levá-los os documentos que possuo, e descobrir por onde posso começar. Isoladamente, isso não vai tocar a empresa, mas, pelo menos, não ficarei parado esperando a boa vontade desta. Essa alternativa, penso eu, dependeria de eu continuar com a mesma linha, de eu batalhar pra que ela funcione. É a mais justa, na qual o cidadão luta pelos seus direitos, mas pergunto-me o quão desgastante isso seria. Os prazos mal cumpridos de dias pela Telefônica se estenderiam para meses, e então apenas uma indenização compensaria o transtorno.

A outra seria, em um primeiro olhar, mais rápida. Desativaria – tomando o cuidado de saber o que existe disponível no mercado – a linha antiga, comprando uma nova, eventualmente exigindo que nova instalação fosse feita usando outro furo na parte, outra caixa telefônica etc. Uma linha nova, como a do meu primo, funciona perfeitamente, mesmo com reparos internos malfeitos – eu mesmo fiz o último, com fita isolante na sobra de fio saindo da parede.

Disseram-me que, nesse sábado, farão reparos na rede externa e no Speedy simultaneamente. Exigirei os números de telefone dos técnicos – principalmente do cabista, vez que a rede externa é a provável causadora de todos os problemas.

Se, nos próximos meses, eu tirar o telefone do gancho e ouvir qualquer ruído estranho... É impossível ser otimista. Acho que jogo esse modem pela janela. Ok, de preferência estarei controlado o suficiente pra não fazer isso. Cancelo, só isso... E não pago a multa; vamos ver se eles conseguem cobrar.