Montag, 31. Oktober 2005

Die Nacht singt ihre Lieder

Vi esse filme agora pouco no Eurochannel (traduziram como "Canções da noite"). É, eu não sabia o que era um drama de verdade... Incrível como certos personagens, mesmo além daqueles com quem nos identificamos, conseguem nos fazer sentir como eles. Não recomendo o filme para quem nunca se sentiu depressivo, e nem pra quem me conheça razoavelmente bem. Não respondo por quê.

Registro a impressão de temor que me bateu ao lembrar-me daqueles prazeres mórbidos enquanto fuga de temores ainda maiores. Buscava justamente algo contrário a estímulos negativos, mas eles estão em mim; expõem-me a mim mesmo, só para assustar... O mais difícil da solidão é buscar em si algo de que se carece, em uma espécie de busca da abiogênese. Não dá pra discutir além, não se vêem tais filmes. E nada vai mudar. No concreto, o dissenso comunicativo não é necessariamente superado; a dor recíproca nem sempre pode ser compreendida, não podendo, assim, ser sanada em todos os casos...

É... Ao menos eu posso me lembrar que sempre vale tentar entender um pouco melhor...

equilíbrio instável

É disso que dependo para caminhar tortuosamente para algum lado, posto que, por eu padecer de desequilíbrio na maior parte do tempo, estou aleatório, fazendo e deixando de fazer sem nenhum motivo plausível, e, principalmente, sem sair do lugar. Comecei a manhã tentando terminar o tão breve quanto eterno "Caminho da Filosofia". Remorso por ter pego emprestado tantos livros do William e ainda não tê-los começado a ler, e, além disso, ter comprado mais um nesse fim de semana... E agora lembrei-me de algo engraçado: dias atrás contavam-me de uma pessoa que era zombada por entender mais da sociedade do que das mulheres. Olhe pros livros a que me dedico e a conclusão sobre meu perfil não será outra... Meu próprio estilo de escrita é influenciado por minhas leituras... Sempre abstrato, talvez coerente, mas necessariamente confuso. Em breve a divisão do trabalho social vai complicar ainda mais...

Onde quero chegar com isso? A parte alguma. Só quero sair daqui. Sociologia, por mais complexa e dependente da história que seja, tem um grau de auto-evidência próprio para alienígenas desorientados, inaptos para tomar uma decisão em um mundo novo. Sou o proverbial burro de Buridano, haha... Vi no livro, e há preguiça de copiar.

Enquanto isso, as externalidades (entendi o que quis dizer, economistas?) ainda me perturbam. Sou apaixonado pela loirinha da rua de baixo até o dia amanhecer. Ela está ficando uma graça. E não vejo nada além, razão por que nada pode ser feito em direção a um sentido desconhecido! E ela continua linda...

Quando for perguntar, não pergunte. É a melhor maneira de se evitar frustrações quanto a respostas às indagações sobre o eu. Fico pensando se não acordaria mais feliz se nem ao menos soubesse meu nome.

Se o epicurismo é válido até certo ponto, ou, em termos menos inteligíveis, se há uma razão comunicativa por trás de nossos atos, qual minha vantagem em exteriorizar dramas? É auto-evidente o quão insatisfatória é a resposta do livre-arbítrio; eu não "quero" irritar as pessoas com meus pensamentos. Algo como uma expectativa do eu está necessariamente além do alcance dos sentidos alheios.

E eu preciso disso. Concentro-me em loucuras intrincadas, sejam de quem forem, e tento tornar a minha parecida, ao menos formalmente. Há um certo prazer mórbido nisso, em intercalar momentos de erudição com uma lascívia efêmera, em se deixar penetrar pela suavidade clássica para depois se expandir com a violência do metal, banhado a cervejas baratas, quando as mais caras não estão por perto... De religiosa e inutilmente comprometido a ler todos os manuais das matérias desse ano, perdi-me em um desafinado estudo para um concurso em que nunca tive chance de passar. Agora tento ligar o automático e digitar o que meus ouvidos ouvem de quem está sobre o tablado na sala... Em casa, filosofia, sociologia e alemão... Até eu sentir saudades da loirinha, que, a propósito, é mais que isso; além da beleza, ela tem um nome... Não é bom dizer nomes.

Até que minha vida é divertida, se virmos bem!

compressão do tempo

(o título é do post em questão, que abre uma sequência inversa de postagens de escritos dessa semana)

Hoje, em uma livraria, uma garota. Não mais que 15 anos; estranha coincidência entre tipos femininos que me despertam atenção. Do discreto espreguiçar dela resultou um certo êxtase em mim; olhos atentos não perdem detalhes deslumbrantes acima e abaixo do umbigo... Mais que um prazer gratuito: uma reminiscência. Acreditei um dia no derramamento de tal pureza por todo o espírito dela, e na possibilidade de poder me afogar em tudo isso; afogar-me para além do racional.

Sim, voltar nisso foi um tanto contagiante. As músicas em um inglês tão incompreensível, banhos de chuva sem medo de pneumonia, horas e horas de estratégias para Final Fantasy VII, a futura esposa em tantas de olhos castanhos... Uma criança tardia.

Perderia meu tempo em continuar uma auto-análise da atualidade, ou em realizar projeções sobre a potencialidade. Tudo está tão fora de alcance... O em parte esquecido, que não pode ser logicamente mudado, não necessariamente, mas eventualmente, determinando o amanhã incerto. E o agora, oscilando entre tais inalcançáveis. Onde ela está? Por um lado, mexe com aquilo de que fui privado na adolescência; por outro, é uma vontade projetada para o dia seguinte... Por que separar o tempo se todos os momentos como que se fundem em influências necessárias? Comprimam-no... Algum idiota disse que ela estava rebolando, ao sair da livraria. Eu devia tê-la seguido pelo shopping...

No fundo, tão só desejo. Pouco provavelmente, uma lembrança perene. Eu acreditaria em um futuro reencontro, em um ar malicioso ao exibir-se daquele jeito enquanto eu notavelmente a olhava. Apenas só mais uma. Não sei como ela existe em um tempo compresso. Sem individualidade... Um objeto comum, cuja origem se despreza; a utilidade, aleatória; o resto, apenas conjectura. É uma boa idade, 15 anos...

Antecipável com leitura de revistas adolescentes?

Dienstag, 25. Oktober 2005

Freiheit

ist etwas, das ich benötige! E agora livre... Só posso libertar a expressão linguística, e nada além disso. Talvez seja porque não haja ninguém olhando...

Foi no elevador que a vi com o livro que nunca termino. Teríamos algo a conversar a respeito? É, ela, sim, teria muito a me ensinar. Sobre tudo, não só sobre o livro. Estava bastante linda, como sempre, embora poucas sejam as vezes em que eu dedique meus olhos a ela, ou a qualquer outra pessoa. Pareço estar ausente da faculdade há semanas. Deve ter sido porque só na segunda e na terça assisti às aulas; grito do Peru na quarta, preguiça na quinta e Peruada (a que não fui) na sexta. Ir para quê? Para sentir-me só e tentar me distrair com destilados? Eu já disse que não bebo destilados, embora, se o fizesse, seria uma forma de sustentar o vício e parar de engordar, hahaha... Bebo civilizadamente; eu poderia beber até cair agora; bastaria pegar o dinheiro e ir a um bar. Até não aguentar mais. Mas eu não vou. Só quero ficar calmo (não morrer), pois estive nervoso desde o começo do dia. Sinto-me muito mal em estar naquela faculdade, estudando não sei para quê. Hoje o Mallet fez uma "enquete" para ver quem era mais capaz de adivinhar qual o número de região de cada Tribunal Regional do Trabalho (!). São mais de 21. Isso porque eu o achava sério demais. Parágrafo longo, tá na hora de ir pro próximo.

Andei fazendo sarcasmo com os fautores do livre-arbítrio, mas eu também tenho uma mania tipicamente cristã: esperança. Não de salvação eterna, mas de milagres mesmo, haha! Eu sei que preciso chegar nela pra saber se terei chances (ou pra confirmar que não tenho a menor chance?). Antes disso viverei agonizando em dúvida. Até eu sair da faculdade sem rumo e nunca mais vê-la.

Ao pensar nela, senti saudades do tempo em que ficava 3 anos acreditando que eu amaria por toda eternidade. Então hoje sequer acredito ter sido capaz de amar algum dia. Claro, eu nunca fui amado. Olha só (como diria uma amiga, rs...), sempre fui tratado como um potencial criminoso. Alguns exemplos. Pelas "artes", como culposamente machucar a irmãzinha falecida, aplicou-se-me o princípio da retribuição. Pelos indícios de rebeldia contra o sistema familiar, a prevenção negativa (a força, para reprimir mesmo). Faltou a prevenção positiva? Não! Bens! Dinheiro e coisas, para me incentivar a estudar, a gostar do dinheiro que compra sentimentos alheios! Hahaha... Se compra eu não sei. Desconfio que não. Mas tenho certeza de que os meus não comprou. Eu não sinto amor, nem mesmo um mercenário eu fui capaz de me tornar; I don't give a fuck for that college. É, um sócio do Pinheiro Neto (talvez o maior escritório de advocacia do País) ou mesmo um Procurador da República têm grandes chances de morrer com superávit generoso, mesmo descontados enterro ou crematório! Só que não preciso de nada disso! Só quero ler meus livros em alemão, amar uma mulher e ter filhos (talvez eu também escreva o livro e plante a árvore...). Não sou inocente a ponto de pensar que não haveria empecilhos numa vida assim; uma hora eu ia precisar de uma TV de plasma, um notebook, umas férias na praia etc. Será que eu preciso vender minha alma por tão poucas coisas, que as pessoas conseguem com tanta facilidade? Aliás, se eu não voltar a me interessar por Direito, precisamente pelo fato de estar tentando fazê-lo inadequadamente, o que acontece com a vida depois?

Volto a escrever sobre ela...

Donnerstag, 20. Oktober 2005

nostálgico

foi como acordei hoje. Eu havia sonhado (sim, eu sonho...) com aquela que achei ter amado um dia, mas durante a manhã acabei escrevendo pra uma pessoa que só me despertou dúvidas sentimentais e nada tinha que ver com o sonho, rs... Atitudes contraditórias se alastram pela minha vida como uma praga.

sou um mau perdedor.

vou comentar blogs aleatórios só pra saber como é... Que sono...

Mittwoch, 19. Oktober 2005

moonlight sonata

é a música que ouço agora. Duvido que tenham feito mais bonita.

Blog abandonado, empoeirado. O que acontece com o dono? Ninguém nunca perguntaria; nem notaria se ele estivesse morto. Minha cabeça dói. Há novos propósitos para mim, para os quais não vou precisar do álcool.

Tão difícil sozinho... Por que assim? A presença apenas desorienta, ou desperta desejos insaciáveis. E eu não sei usar adjetivos. E minha cabeça dói mais...

Engraçado, ateus acreditam em livre-arbítrio. De onde eles tiraram isso? Que pergunta venenosa, haha... Eles apenas não vêem além, como todos, inclusive eu. Isso é que dói.

Não, não pretendo abandonar as coisas de que gosto. Elas me fazem bem, estimulam. Nem vou largar o que me incomoda, porque nisso eu sequer estive algum dia. Apenas finjo, e é isso que preciso aprender a fazer melhor nesse sentido. Devo estar febrio.

Sim, vai dar tempo de fazer tudo. Fingir direito não toma tanto tempo quanto amargar uma vida mentirosa. Ah, a religião não me é um dogma, mas eu estou ouvindo Ave Maria em alemão. Linda, nem parece alemão, hahaha... E ainda sim é linda! Vai ser bom estar lendo nessa língua logo... Acho que posso fazer isso do meu jeito, no meu ritmo, sem ninguém me dizendo como... Tá, alguém que entendesse, e me acompanhasse seria bom... Uma gramática de 600 páginas em alemão não é das coisas mais fáceis de se entender. Mas ainda não conheci pessoas prestativas assim pra nada na vida. Na minha vida. E minha cabeça parece melhorar... Ainda não medi a temperatura. Vou fazer isso...

Aceito e-mails que acrescentem, ou mesmo que desconstruam por meio da razão (eu vou aprender a adjetivar essa aí). Mas só eu preciso saber - e só preciso saber - a opinião sobre minha opinião. Pouco me importa o que venham a achar de mim em função dessa opinião, ou mesmo o que achem da minha dita "escolha" por ela. Guardar os juízos de valor pra se explicar no Julgamento Final...
hehehe...