Quase meia-noite em ponto. Ambiente: cozinha escura, relógio do microondas à frente, com um bebedouro de água gelada ao lado. Sim, na cozinha; estou usando o Palm. Computador ocupado, Rede Globo fazendo barulho. Ah, sim, estou usando o Palm no escuro e está bem difícil acertar as teclas. Fiquei muito tempo sem usar, e estou me perdendo com o teclado (meu professor de Organizações Internacionais deve ter um certo nível de cegueira, não sei se total, e acha as teclas do computador sem precisar que sejam em braile - o pai dele me contou, ao sentar-se do meu lado na última aula).
Prática é bem importante. Fiquei quase três meses sem ouvir as rádios alemãs, e a língua está soando um tanto mais estranha, fora os esquecimentos. A propósito, andei perdendo a crença em tudo por má administração dos meus interesses, mas isso está passando, e logo poderei voltar a estudar Direito, alemão, sociologia, filosofia etc. Se eu estiver bem comigo mesmo, concentrando-me, dá pra fazer tudo isso, bastando um pouco de disciplina. Estarei satisfeito se fizer da melhor forma possível, sem me preocupar muito com a complexidade e a contingência.
Ha... Ninguém repare alterações estilísticas; tô diferente hoje, e a droga mais pesada do dia foram inocentes copos de Coca-Cola. Melhor? Estou um pouco, e já elenco as razões, embora um tanto preocupado, e melhor não dizer a respeito de quê. Não me sinto no direito de expor tal problema em meu blog.
Sobre minha melhora, talvez se deva a uma nova interpretação do meu comportamento. Ler Luhmann acabou sistematizando com muita eficiência certas pirações que tenho desde a época de calouro, e isso, embora tenha contribuído com meu modo de entender os sistemas sociais (repare sempre o tecnicismo pelo qual fui contaminado), acabou dando argumentos racionais para uma depressão por excelência emocional. Realmente, é estranho se sentir tão fraco diante de si mesmo e do mundo, achar que os dois acabam sendo a mesma coisa sob diferentes pontos de vista (sistema x ambiente), ambos escapando ao próprio entendimento pleno, e, pois, a uma controlabilidade satisfatória. Foi um erro não ter lido o último capítulo de Sociologia do Direito mais umas cinco vezes, apesar de ele ter tudo para ser o mais importante da obra inteira. Tal erro acabou perturbando minha noção de dimensões temporais, a conceptualização e as conseqüências de uma evolução planejada. Subitamente, tudo pareceu o acaso abandonado à própria sorte. Não, eu sequer tinha bons argumentos para defender essa opinião. Senti-me seduzido, fraco demais para qualquer tipo de luta.
Sintomas da depressão surgiram até mesmo quando estudava para entrar na SanFran. Tenho uns tremores estranhos em certos músculos do corpo, bem localizados, apesar de alternantes em local e tempo. Começaram quase na mesma época em que tive uma febre de uns 3 dias inteiros - inédito na carreira. Nada de mais grave me incomodou, com exceção da crise no hospital, já relatada com detalhes em um dos posts (não dá pra consultar aqui no Palm e dizer qual é). Ah, estava escuro na cozinha; são 1 da manhã e as luzes continuam a ser acessas. E não preciso dizer como vim controlando isso, sem perder completamente o controle, e espero ter sido rigoroso na ressalva: álcool.
Falo em depressão, e poderia falar em alcoolismo, mas não tenho CRM para autodiagnósticos (nem médicos devem ter tal hábito hipocondríaco). Tão-só signos, usados por quem se julga capaz de produzir coerências lingüísticas pra si mesmo, sem compromisso científico, senão formalmente lógico. Se não pensasse assim, levaria a sério o fato de dizerem que não amei a Caroline, e associaria o sentimento, então inominado, a um vácuo afetivo na minha personalidade. A liberdade da escrita solitária acaba sendo, pois, mais uma defesa facilitadora da minha autocompreensão.
E o álcool é a fuga, que acaba causando transtornos mesmo quando se está bem. A pequena Erdinger em dias festivos acaba não sendo suficiente pra quem tem um corpo acostumado a uma média de 2 litros de cerveja nos dias de tempestades emocionais. É deselegante falar abertamente disso, expondo-se ao moralismo alheio, mesmo sem ser lido, para todos os efeitos.
Hoje não bebi. Acordei bem, conversei com um amigo ao invés de prestar atenção na aula, mas fiz isso sabendo que poderia ter prestado atenção ser dormir, rs. Sim, apenas quatro aulas tornaram o dia agradavelmente mais curto. Um lanche com mais amigos, papo descontraído...
Senti falta de uma pessoa, por quem tenho me apegado um pouco, não sei se mais do que devia. Hoje o dia foi corrido, verdade, mas precisava ter falado com ela, ao menos por telefone. Acabei me aliviando um pouco ao matar a saudade da minha vó, que esteve 3 meses no Sul (nada mal, eh...). Discussão sobre turbulências familiares, "minhas" teorias sobre consenso e legitimidade aplicadas a esse microcosmo em que vivo etc. Não sei se falaria com tanta segurança sobre tais problemas com minha amiga, por maior que seja minha confiança nela. Ela é bem carinhosa, acho eu, e uma amostra nua e crua dos meus problemas não parece o melhor meio de agradecer pelo quão bem me tem feito conviver com ela. Prefiro arrumar algo legal pra fazermos juntos, rs...
Está desesperadoramente tarde pra continuar, mas convém escrever um pouco mais sobre esse dia saudável, raro até. A começar pelo meu tênis excessivamente azul; às vezes acho que alguém vai acabar tropeçando de tanto olhar pra ele, rs... Não chega a ser um incômodo digno de nota, mas é ao menos curioso! Sinto-me como se tivesse usando uma camiseta laranja fluorescente e isso ofuscasse as pessoas, haha! Vejam como não sou tão pessimista: tratar-se-ia, concordo, de arrogância demais em achar que olham por ser um tênis bonito, apesar de eu aceitar eventuais elogios, rs. Entretanto, não o acho feio, ou já teria pendurado o pobrezinho e ressuscitado meu Adidas furado (o delicado adjetivo, contrário à natureza "econômica" do tênis, já demonstra não ser apenas o preço a razão de continuar a usá-lo). Aliás, quanto a meu gosto, a não ser que o leitor seja um bom amigo capaz de fazer críticas construtivas, as destrutivas só não serão ignoradas se vierem de alguma mina com quem eu esteja profundamente interessado em transar (essa regência verbal foi difícil e não sei se está certa).
Falando nisso, e para fechar a noite, garotas. Quando eu insinuar sobre esse assunto, se é que ninguém reparou, não esperem muito além de conteúdo libidinoso! Vorsicht, moralistas! Tá, o respeito se eleva com relação a pessoas mais próximas e importantes.
Ah, como cresceram essas minhas vizinhas! Uma delas nem tanto; a mais bonitinha, de mini-saia, que me olhou de um jeito "pouco" sugestivo hoje, uma miniatura invejável, mas provavelmente com idade o bastante para evitar-me encrencas. Queimei-me com parte das vizinhas, é verdade, mas não com essa. Olhar demais e agir de menos. Hahaha... O mais engraçado: todas olhavam fixamente, quase sorrindo, uma ou outra com os lábios meio abertos (quer algo mais sugestivo? Vá ler contos pornográficos e saia do meu blog!). Bom, minhas pretensões para com elas não podem, a priori, ser algo além de carnais; leitoras hipotéticas me perdoem, mas as minas renderiam uma noite de luxúrias sem preço. São duas, a pequena e a mais alta, esta com nome familiar, inclusive, ambas gostosas ao extremo. A pequena é mais pelo fetiche que pelo corpo. Mas, como dizia ao William, dá muito trabalho para levá-las a um motel. Estou tentado a desprezar esse critério pelo do orgulho masculino, sinceramente... Tento a pequena ainda sem nome de olhos gulosos, e nos divertiremos until we run out of gas, ou sabe lá até onde. Ela fica na frente, pois acho que a estimaria um pouco mais em relação a mais alta. Desta não espero nada além de sexo, muito sexo... Eu sou a contradição!
Claro, preciso pensar apenas se não tenho "prior engagements" em relação a essas supostas safadinhas. Não trocaria algo sério apenas pra transar com elas, e nem me atreveria a tentar conciliar as duas situações (não vou lembrar ou arrumar a essas horas um argumento não-kantiano para tal compromisso). On the other hand, seria um grande desperdício deixar uma baixinha sorridente de mini-saia se eu estiver delirando a respeito desse "algo sério". De boa, qualquer pessoa com valores não muito distantes dos meus poderia ver coerência no meu raciocínio agora?
Posso sair com as mãos abanando de todos os lados. E daí? Só nada de perder amigos.
Vou ter de gravar as aulas de amanhã e tomar coragem de transcrevê-las mais tarde.
Prática é bem importante. Fiquei quase três meses sem ouvir as rádios alemãs, e a língua está soando um tanto mais estranha, fora os esquecimentos. A propósito, andei perdendo a crença em tudo por má administração dos meus interesses, mas isso está passando, e logo poderei voltar a estudar Direito, alemão, sociologia, filosofia etc. Se eu estiver bem comigo mesmo, concentrando-me, dá pra fazer tudo isso, bastando um pouco de disciplina. Estarei satisfeito se fizer da melhor forma possível, sem me preocupar muito com a complexidade e a contingência.
Ha... Ninguém repare alterações estilísticas; tô diferente hoje, e a droga mais pesada do dia foram inocentes copos de Coca-Cola. Melhor? Estou um pouco, e já elenco as razões, embora um tanto preocupado, e melhor não dizer a respeito de quê. Não me sinto no direito de expor tal problema em meu blog.
Sobre minha melhora, talvez se deva a uma nova interpretação do meu comportamento. Ler Luhmann acabou sistematizando com muita eficiência certas pirações que tenho desde a época de calouro, e isso, embora tenha contribuído com meu modo de entender os sistemas sociais (repare sempre o tecnicismo pelo qual fui contaminado), acabou dando argumentos racionais para uma depressão por excelência emocional. Realmente, é estranho se sentir tão fraco diante de si mesmo e do mundo, achar que os dois acabam sendo a mesma coisa sob diferentes pontos de vista (sistema x ambiente), ambos escapando ao próprio entendimento pleno, e, pois, a uma controlabilidade satisfatória. Foi um erro não ter lido o último capítulo de Sociologia do Direito mais umas cinco vezes, apesar de ele ter tudo para ser o mais importante da obra inteira. Tal erro acabou perturbando minha noção de dimensões temporais, a conceptualização e as conseqüências de uma evolução planejada. Subitamente, tudo pareceu o acaso abandonado à própria sorte. Não, eu sequer tinha bons argumentos para defender essa opinião. Senti-me seduzido, fraco demais para qualquer tipo de luta.
Sintomas da depressão surgiram até mesmo quando estudava para entrar na SanFran. Tenho uns tremores estranhos em certos músculos do corpo, bem localizados, apesar de alternantes em local e tempo. Começaram quase na mesma época em que tive uma febre de uns 3 dias inteiros - inédito na carreira. Nada de mais grave me incomodou, com exceção da crise no hospital, já relatada com detalhes em um dos posts (não dá pra consultar aqui no Palm e dizer qual é). Ah, estava escuro na cozinha; são 1 da manhã e as luzes continuam a ser acessas. E não preciso dizer como vim controlando isso, sem perder completamente o controle, e espero ter sido rigoroso na ressalva: álcool.
Falo em depressão, e poderia falar em alcoolismo, mas não tenho CRM para autodiagnósticos (nem médicos devem ter tal hábito hipocondríaco). Tão-só signos, usados por quem se julga capaz de produzir coerências lingüísticas pra si mesmo, sem compromisso científico, senão formalmente lógico. Se não pensasse assim, levaria a sério o fato de dizerem que não amei a Caroline, e associaria o sentimento, então inominado, a um vácuo afetivo na minha personalidade. A liberdade da escrita solitária acaba sendo, pois, mais uma defesa facilitadora da minha autocompreensão.
E o álcool é a fuga, que acaba causando transtornos mesmo quando se está bem. A pequena Erdinger em dias festivos acaba não sendo suficiente pra quem tem um corpo acostumado a uma média de 2 litros de cerveja nos dias de tempestades emocionais. É deselegante falar abertamente disso, expondo-se ao moralismo alheio, mesmo sem ser lido, para todos os efeitos.
Hoje não bebi. Acordei bem, conversei com um amigo ao invés de prestar atenção na aula, mas fiz isso sabendo que poderia ter prestado atenção ser dormir, rs. Sim, apenas quatro aulas tornaram o dia agradavelmente mais curto. Um lanche com mais amigos, papo descontraído...
Senti falta de uma pessoa, por quem tenho me apegado um pouco, não sei se mais do que devia. Hoje o dia foi corrido, verdade, mas precisava ter falado com ela, ao menos por telefone. Acabei me aliviando um pouco ao matar a saudade da minha vó, que esteve 3 meses no Sul (nada mal, eh...). Discussão sobre turbulências familiares, "minhas" teorias sobre consenso e legitimidade aplicadas a esse microcosmo em que vivo etc. Não sei se falaria com tanta segurança sobre tais problemas com minha amiga, por maior que seja minha confiança nela. Ela é bem carinhosa, acho eu, e uma amostra nua e crua dos meus problemas não parece o melhor meio de agradecer pelo quão bem me tem feito conviver com ela. Prefiro arrumar algo legal pra fazermos juntos, rs...
Está desesperadoramente tarde pra continuar, mas convém escrever um pouco mais sobre esse dia saudável, raro até. A começar pelo meu tênis excessivamente azul; às vezes acho que alguém vai acabar tropeçando de tanto olhar pra ele, rs... Não chega a ser um incômodo digno de nota, mas é ao menos curioso! Sinto-me como se tivesse usando uma camiseta laranja fluorescente e isso ofuscasse as pessoas, haha! Vejam como não sou tão pessimista: tratar-se-ia, concordo, de arrogância demais em achar que olham por ser um tênis bonito, apesar de eu aceitar eventuais elogios, rs. Entretanto, não o acho feio, ou já teria pendurado o pobrezinho e ressuscitado meu Adidas furado (o delicado adjetivo, contrário à natureza "econômica" do tênis, já demonstra não ser apenas o preço a razão de continuar a usá-lo). Aliás, quanto a meu gosto, a não ser que o leitor seja um bom amigo capaz de fazer críticas construtivas, as destrutivas só não serão ignoradas se vierem de alguma mina com quem eu esteja profundamente interessado em transar (essa regência verbal foi difícil e não sei se está certa).
Falando nisso, e para fechar a noite, garotas. Quando eu insinuar sobre esse assunto, se é que ninguém reparou, não esperem muito além de conteúdo libidinoso! Vorsicht, moralistas! Tá, o respeito se eleva com relação a pessoas mais próximas e importantes.
Ah, como cresceram essas minhas vizinhas! Uma delas nem tanto; a mais bonitinha, de mini-saia, que me olhou de um jeito "pouco" sugestivo hoje, uma miniatura invejável, mas provavelmente com idade o bastante para evitar-me encrencas. Queimei-me com parte das vizinhas, é verdade, mas não com essa. Olhar demais e agir de menos. Hahaha... O mais engraçado: todas olhavam fixamente, quase sorrindo, uma ou outra com os lábios meio abertos (quer algo mais sugestivo? Vá ler contos pornográficos e saia do meu blog!). Bom, minhas pretensões para com elas não podem, a priori, ser algo além de carnais; leitoras hipotéticas me perdoem, mas as minas renderiam uma noite de luxúrias sem preço. São duas, a pequena e a mais alta, esta com nome familiar, inclusive, ambas gostosas ao extremo. A pequena é mais pelo fetiche que pelo corpo. Mas, como dizia ao William, dá muito trabalho para levá-las a um motel. Estou tentado a desprezar esse critério pelo do orgulho masculino, sinceramente... Tento a pequena ainda sem nome de olhos gulosos, e nos divertiremos until we run out of gas, ou sabe lá até onde. Ela fica na frente, pois acho que a estimaria um pouco mais em relação a mais alta. Desta não espero nada além de sexo, muito sexo... Eu sou a contradição!
Claro, preciso pensar apenas se não tenho "prior engagements" em relação a essas supostas safadinhas. Não trocaria algo sério apenas pra transar com elas, e nem me atreveria a tentar conciliar as duas situações (não vou lembrar ou arrumar a essas horas um argumento não-kantiano para tal compromisso). On the other hand, seria um grande desperdício deixar uma baixinha sorridente de mini-saia se eu estiver delirando a respeito desse "algo sério". De boa, qualquer pessoa com valores não muito distantes dos meus poderia ver coerência no meu raciocínio agora?
Posso sair com as mãos abanando de todos os lados. E daí? Só nada de perder amigos.
Vou ter de gravar as aulas de amanhã e tomar coragem de transcrevê-las mais tarde.

1 Kommentar(e):
o texto começa bem melhor q os outros
mera questão de estilo: esqueça a colocação pronominal. Mesóclise não pega bem. Na monografia de conclusão de curso, escreve perfeitamente. Aqui, relaxe mais.
eu preciso escrever, mas acordei com uma dor de cabeça terrível... não só de cabeça, mas tb de dente (e o pior, num dente q não existe há mtos anos...)
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