de viver nesse país. Sinto-me infeliz em praticamente todos os meios de transporte, com exceção de aviões, e, talvez, o Metrô. Não entro no mérito; seria inútil. Apenas declaro não estar nada interessado em passar o resto dos meus dias aqui. Não faço questão de luxo, só de um pouco de tranqüilidade, facilidade pra me locomover, silêncio, respeito. É muito chato se sentir contaminado por influxos cuja reprodução nos outros é condenável. Ira, impaciência, descontrole. Dá medo de acabar deixando isso passar pra pessoas de que gostamos, magoando-as, e não ter como se desculpar depois.
E isso não vai passar; é um fenômeno que alimenta a si mesmo de modo autofágico. Pessoas se afastam de um padrão de civilidade abstrato, passam a resolver do seu modo. Esvazia-se a consciência sobre o outro, o diferente. Pois a diferença já não soa mais tolerável.
Do que estou falando? Sei lá. Estou um pouco triste comigo mesmo, sentindo-me injusto, precipitado demais, assumindo riscos, perdendo a paciência por quase nada. Tá, houve algo legal hoje, daqueles típicos inesquecíveis. Deve ser isso; por sentir concretamente algo puro, confortante... Começo a comparar com meus maus momentos, como seria melhor não se deixar levar por tanta perturbação do dia-a-dia.
Ninguém repararia, mas não falo em nada bom ou ruim. Queria conhecer uma língua em que tais termos nem existissem. São autoritários, porque normalmente empregado sozinhos, sem referencial. Então nem uso; às vezes se pode ficar preso ao adjetivo e esquecer de pensar toda a explicação por trás do uso.
Há companhias agradáveis, cuja agradabilidade (?) só tentamos retribuir. Pensar em mudança é intrínseco, mas não precisa se traduzir em atos. Transmitir a constância, por sua vez, desde que não se torne entediante, parece eficiente no sentido de estabilizar novas possibilidades, rs... Espero não dizer muitos absurdos, pois no momento não há alguém pra corrigir!
Ah, vou fazer um blog novo; deixo o endereço do lado. Apenas uma especialização de parte da minha vida recente como estudante de alemão. Esse é pra espantar mesmo, rs...
Ich versuche heute noch, es mit einer neuen Post zu eröffnen. Damit kann man weißt, wofür der Blog gebraucht werden wird.
Qualquer erro, eu não estou nem aqui...
Sonntag, 16. April 2006
indignação
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1 Kommentar(e):
havendo mais capital e mais produtividade da mão-de-obra, mais metrôs podem ser construídos etc. O problema é q o país repudia o capital e prefere ter produção de mera subsistência (vide qnts defensores da "agricultura familiar" nós temos -- coisa útil apenas para matar o fome da familiazinha q tira os filhos da escola para pô-los pra trabalhar na roça o dia inteiro). Enqt o agronegócio, q produz o suficiente pro consumo interno e excedente para a exportação, trazendo capital pro país, é visto como o diabo.
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