Mittwoch, 26. April 2006

sobre o assunto anterior

já estou melhor; foi-me só uma crise, nada mais.

Estou feliz por ter aprendido a me equilibrar mais rápido.

Sonntag, 23. April 2006

o seguinte (tomo 1)

Precisei rever a conceituação anterior aqui no blog; foi uma forma de acalmar e não entrar no blog dizendo, sem pensar, tudo o que me veio à mente nessa manhã. Eu precisava muito contar isso para alguém, mas não seria muito racional se o fizesse dessa maneira, sem nenhum critério. Espero não me arrepender disso. Tentarei isolar os fatos, deixando para depois uma análise sobre eles, dando uma conotação menos jornalística ao texto.

1 - Na quarta-feira, contei-lhe sobre a dificuldade em voltar da casa dela durante a noite, pois jamais havia estado no bairro. Eu disse apenas que seria mais fácil quando fosse de dia. Em seguida, ela pediu para eu ir, dando-me a opção de usar o feriado da última sexta, bastando dar uma ligada antes, para saber se ela não estava ocupada. Concordei, e prometi ligar na sexta de manhã, assim evitando, com o agendamento de um encontro ainda durante a tarde, novas excursões noturnas por locais estranhos.

2 - Na sexta-feira, já no fim da manhã, tentei ligar no celular dela. Não descumpriria o prometido, e não daria argumentos para dizerem que liguei durante o sono alheio. Liguei de casa, e o telefone dela tocou até cair. Vinte minutos depois, tentei novamente e obtive a mesma resposta. Mais vinte minutos, mandei um sms avisando que ligaria mais tarde.

3 - Meio da tarde de sexta, ligo de casa por duas vezes consecutivas no celular, sem ser atendido. A essas alturas, eu havia desistido, e decidi deitar um pouco - a experiência até aí já se estava bem desagradável. Menos de 20 minutos depois e ela retorna a ligação, dizendo ter estado dormindo durante a manhã quando liguei, bem como que tinha estado sem o celular durante a tarde, não tendo visto minhas ligações e a mensagem. Além disso, estaria ocupada com algo durante a tarde. Ela explicou tudo, foi bem aceitável até, e eu melhorei depois. E eis a parte obscura: não tenho certeza, mas ela pareceu ter dito que estaria livre mais tarde, e que poderíamos nos falar depois. Se disse algo, não foi nada além disso. Então passei meu celular, pedi para ligar nele mais tarde, e não em casa, pois eu passaria na casa de um amigo e poderia acabar não sendo encontrado aqui. Não me lembro de ela ter discordado também.

4 - Já era o começo da noite, e adivinhem se ela ligou? Deixei um scrap ainda na sexta, perguntando se ela havia dito que ligaria. Não foi uma pergunta retórica; eu estava desligado ao falar com ela, embora tivesse ficado com a forte impressão de que ligaria. Não sei se é relevante para demonstrar a expectativa, mas fiquei com o celular na mão durante as três horas seguintes à nossa conversa, e lembrava claramente do que a havia dito ao passar-lhe meu número.

5 - Apenas no sábado ela mandou um e-mail explicando. Antes de cogitar entrar no conteúdo, estou pensando se apaguei todas as pistas da identidade dela. A probabilidade de algum curioso descobrir de quem se trata só não será nula se estiverem me espionando já a um certo tempo. Fora isso, amigos próximos poderiam desconfiar, e ela mesma teria certeza caso lesse (ou não). Precauções aparentemente desnecessárias; nem eu leio meus posts, que dirá os outros. No entando, se acrescentadas de uma descrição discreta dos fatos, refletem ao menos uma obrigação moral mínima da minha parte.

Bom, para evitar detalhes, respondeu ter sido o nosso encontro desmarcado em função de fatos supervenientes por ela inevitáveis. Ao menos assim me pareceu. Devo esclarecer que, desde o fim da tarde, já havia perdido a esperança de vê-la na sexta; pedi pro meu pai guardar o carro logo após escurecer, antes mesmo de ela eventualmente voltar a ligar, o que não aconteceu até o fim da noite. Assim, eu não me importei muito com o fato de a gente não poder se ver. Não obstante, segundo meu scrap já mencionado, ela mesma deduziu precisar me explicar qual a razão de não ter voltado a ligar na sexta a tarde. E ela explicou.

Uma outra ocasião surgiu pra ela. Não vou dizer qual, mas o fato de ela não ter sequer ligado apenas por causa disso, ao menos da maneira como explicou, foi-me definitivamente indelicado. Se um substantivo me bastar, da minha parte foi ciúme. A descrição não pode nem se aproximar da pureza nesse ponto. Impressões sobre ela ou sobre mim, ainda que descritivas, serão minhas impressões, fundadas nos meus sentimentos. Historicamente, não tem sido nem um pouco saudável discutir a "relação" com ela para chegar a uma conclusão menos tendenciosa. Sou a favor do debate, desde que seu principal resultado não pareça ser a desconfiança.

Como prometi, só estou tentando descrever. Descrições são tão raras nesse blog... Tô com muita fome agora. Talvez continue no Palm, deixando para postar mais tarde. A idéia é descobrir sozinho se tenho motivo para ter ficado mal com essa explicação dela.

(...) - hipótese para o seguinte

O desapontamento vêm sendo processado mais rapidamente nos últimos anos; atualmente resolvo em dias o que me tomaria, no passado, em torno de três anos brutos.

Atribuir a si ou ao "mundo" as razões de um problema só pode ser visto como divisão didática de uma unidade incindível. Não vejo de outra forma essa separação entre sistema e ambiente, cuja finalidade seria tão só estruturar as direções plausíveis dos efeitos da complexidade. Não sei explicar isso; é como partíssemos do pressuposto de tudo poder ser influenciado por tudo. Tais relações podem ser pouco provável, até inviáveis segundo algumas de nossas leis naturais. A função de criar estruturas diferenciadas está exatamente nessa distinção fluida entre o inviável e o atualmente improvável. Improvável, porém não desprezível. É verdade, casos há até de terrorismo ambientalista com base em informações nada confiáveis, mas isso não tira o crédito de um ambientalismo enquanto sistema, moderado.

Ando pensando em ler Talcott Parsons; deve ter tido um papel importante na teoria dos sistemas. Então, um sistema é definido por uma estrutura de expectativas reciprocamente referidas e entre si coerentes, eu acho. A ontologia do sistema, no entanto, não sei dizer. As condições materiais (de tempo e espaço mesmo) que dão origem às tais estruturas de expectativas? Pensemos na personalidade e em um Estado Nacional. Parece funcionar, huh? Enfim, a estrutura do sistema deve manter este inteiro em um mundo diferente, até divergente, criando esquemas conceituais e de decisões para todos os contextos ao redor.

Se algo escapa à precisão desse filtro da complexidade, uma atitude deve ser tomada. A estrutura já deve ter mecanismos para lidar com certas frustrações. Pode, por um lado, apreender os conteúdos destas, se tidas como fatos imutáveis, com cuja ocorrência até se poderia contar, mas em cujo risco valia a pena incorrer. Por outro lado, apenas em nome da integridade do sistema, pode se abstrair de fatos humanos enquanto tais, encarando-os como atos de vontade, ao mesmo tempo evitáveis e inaceitáveis. A pergunta sobre o livre arbítrio é mitigada, e uma medida abstrata cuidará de demonstrar a reprovabilidade do ocorrido. É a já cansada distinção entre expectativas cognitivas e expectativas normativas. Não sei por que é assim; deve ser da natureza humana.

A conclusão teorética (?) reside em que a normatividade descarrega em outrem suas frustrações, e a cognitividade as descarrega sobre si mesma. Estava tentando encontrar um tertium genus, mas não tive sucesso. Uma mistura das variedades seria meramente física, sem provocar nenhum produto novo. Podemos aceitar um comportamento como em parte natural, em parte voluntário - e disso nada mais decorrerá senão o óbvio...

(...)

Há dias tento escrever, mas algo vem e dá errado. O pc tá desligando sozinho toda hora, e, por não ter o hábito de fazer um rascunho no Word, perco tudo. Não é nada importante, por que me desgastar então?

A cada dia preciso mais de alguém pra conversar, mas as pessoas parecem progressivamente menos confiáveis. Esse mundo está me irritando em todas as suas dimensões alcançáveis, e já não há mais fuga satisfatória.

Fiquei um pouco triste nesses últimos dois dias, particularmente nessa manhã. Estou sem jeito de escrever o por quê; a princípio até achei melhor deixar exposto, só que já mudei de opinião.

Talvez essa tenha sido a variação mais marcante em mim após envelhecer. A dificuldade em lidar com objetos perdidos dentro de casa, com a desconsideração pela individualidade alheia, com todos os meus defeitos... Isso nunca mudou e nunca vai mudar. Se aprendi algo, foi a me calar. Ao ouvir opiniões irrefletidas e explicações inconseqüentes, ao confiar incondicionalmente e ser abandonado quando mais precisava, o silêncio tem sido a melhor resposta. Às vezes grito de revolta, a ponto de ser ouvido até na rua. Posso ser mais discreto, e fazer um comentário sarcástico. Ou posso cair na cama e começar a chorar, sem ninguém ver, sem poder consolar.

Queria começar minha vida de novo. Mudar de país e de identidade, deixando tudo pra trás, sem jamais dar e receber notícias. Pudera eu ter mais forças para perseguir a concretização dessa idéia tola, menos um sonho que uma alternativa ao suicídio. Seria pobre, tão pobre como serei se ficar aqui. Mas ao menos não seria a depressão a causa da minha pobreza. Hoje não consegui fazer nada; passei o dia inteiro na cama, incapaz de me concentrar em qualquer leitura.

Às vezes fazemos vista grossa a experiências passadas, ignoramos até as conclusões mais concretas sobre as pessoas. Mesmo desapontado com alguém, subverto a lógica da personalidade, ao evitar descarregar sobre o ambiente a reprovação por instabilidades na relação dele com o sistema psíquico. Perdoo, convencendo-me da ausência de motivos para mágoas, e seria popular demais continuar o raciocínio da oração anterior...

A desconfiança é inevitável após certas freqüência e intensidade de abalos, no entanto. Sem culpar; apenas não está dando certo, mais uma vez. Preciso de um tempo sozinho, longe dela e de todas as pessoas. Se eu pensasse melhor em como lidar com todos, se eu lhes desse menos valor do que pretenderiam e mereceriam ter para mim, não estaria assim agora.

Está horrível escrever; voltei a ler uma coleção de literatura estrangeira traduzida pra ver se meu português melhora. Espero não ser tarde pra isso também.

Ninguém se preocupa, mas eu também não preciso me preocupar muito comigo mesmo. Alguns dias ou semanas no gelo e vou estar melhor. Seqüelas ficam, é verdade. Nesse caso, sob a forma de um acostumar com o descaso alheio...

Sonntag, 16. April 2006

indignação

de viver nesse país. Sinto-me infeliz em praticamente todos os meios de transporte, com exceção de aviões, e, talvez, o Metrô. Não entro no mérito; seria inútil. Apenas declaro não estar nada interessado em passar o resto dos meus dias aqui. Não faço questão de luxo, só de um pouco de tranqüilidade, facilidade pra me locomover, silêncio, respeito. É muito chato se sentir contaminado por influxos cuja reprodução nos outros é condenável. Ira, impaciência, descontrole. Dá medo de acabar deixando isso passar pra pessoas de que gostamos, magoando-as, e não ter como se desculpar depois.

E isso não vai passar; é um fenômeno que alimenta a si mesmo de modo autofágico. Pessoas se afastam de um padrão de civilidade abstrato, passam a resolver do seu modo. Esvazia-se a consciência sobre o outro, o diferente. Pois a diferença já não soa mais tolerável.

Do que estou falando? Sei lá. Estou um pouco triste comigo mesmo, sentindo-me injusto, precipitado demais, assumindo riscos, perdendo a paciência por quase nada. Tá, houve algo legal hoje, daqueles típicos inesquecíveis. Deve ser isso; por sentir concretamente algo puro, confortante... Começo a comparar com meus maus momentos, como seria melhor não se deixar levar por tanta perturbação do dia-a-dia.

Ninguém repararia, mas não falo em nada bom ou ruim. Queria conhecer uma língua em que tais termos nem existissem. São autoritários, porque normalmente empregado sozinhos, sem referencial. Então nem uso; às vezes se pode ficar preso ao adjetivo e esquecer de pensar toda a explicação por trás do uso.

Há companhias agradáveis, cuja agradabilidade (?) só tentamos retribuir. Pensar em mudança é intrínseco, mas não precisa se traduzir em atos. Transmitir a constância, por sua vez, desde que não se torne entediante, parece eficiente no sentido de estabilizar novas possibilidades, rs... Espero não dizer muitos absurdos, pois no momento não há alguém pra corrigir!

Ah, vou fazer um blog novo; deixo o endereço do lado. Apenas uma especialização de parte da minha vida recente como estudante de alemão. Esse é pra espantar mesmo, rs...

Ich versuche heute noch, es mit einer neuen Post zu eröffnen. Damit kann man weißt, wofür der Blog gebraucht werden wird.

Qualquer erro, eu não estou nem aqui...