Dizem-nos, antes do vestibular, pra entitular a redação após o término (dizem?). Numa dessas, esqueci-me de entitular a redação da Fuvest como treineiro, e ainda me aprovaram! Na segunda, eu lembrei... Fato saudoso, haha..
Esse bom humor em nada combina com os motivos que me levaram a desempoeirar esse blog... Mais uma vez. Eu deveria apelidá-lo de "muro das lamentações", hehe... Aiai, esse bom humor não vai me deixar chegar a parte alguma...
Nem sei se quero ser profundo, ficar insistindo em mergulhos profundos, afogando-me em minhas fantasias... E obsessões. Ao menos estou ficando rápido em reconhecer essas últimas, bem como em me livrar delas. Descobri (mais uma vez, entre várias outras) que uma delas (o "mais uma vez" se refere a ela, a propósito) agora tem namorado. Enfim, o calafrio foi menor que em todas as demais vezes, mas, misteriosamente, hoje lá fui eu, em um macabro e quase involuntário gesto de precaução, me desintoxicar. Realmente, eu sequer pensei nela. Só pensei em mim.
E aí, no meio do caminho (agora estou me lembrando, houve três rodadas!) de comprar um pouco mais, eis que encontro outra... É uma vizinha. Eu vou pular a parte do "a gente se olha". Já deu nos nervos, seja com quem for. A parte de eu me sentir culpado em não poder fazer nada é igualmente irritante, mas dessa ainda custa-me muito me livrar. Ela parece tão novinha, haha... Minha vizinha.
Não sei o que fazer. Fico procurando desculpas do tipo "não tenho carro, emprego, nem amigos próximos dela". Aí eu me pergunto: e se tivesse tudo isso? Qual diferença faria? O que eu faria? Já houve casos de eu ser amigo pessoal de uma delas, ter carro a disposição e dinheiro sobrando pra pagar o que fosse pra duas pessoas normais em um único dia. Então seria extremamente arrogante da minha parte me esconder atrás disso, como costumo.
Aí eu posso alternar minha postura e dizer que só escolho pessoas erradas, distantes, pras quais, não importando o que eu tenha a meu alcance, eu nunca terei algo a dizer, algo apto a alcançá-las. E então eu estarei, mais uma vez, condenando-me, sem refletir muito se sou realmente o culpado de as coisas terem chegado nesse ponto.
Tenho como que um impulso em querer buscar uma solução diferente de desistir, quando isso seria o mais sensato, em face das circunstâncias. Só sei o nome dela de ouvir as pessoas a chamando no portão. Foi como descobri o orkut, adicionei no MSN, mandei mensagens, email... Vergeblich. Nunca responde. Eu preferiria que ela virasse a cara, que fosse uma criança e mostrasse a língua. É mais fácil esquecer mulher orgulhosa, eu pego raiva rápido - tá aí algo pra que fui bem treinado. Desde que eu tenha certeza. Eu tenho certeza ao olhar três ou quatro vezes nos olhos de uma mina e ela não corresponder. Também desisto se tentar olhar três ou quatro vezes e não tiver vontade de continuar, simplesmente porque o santo não bate. Por um motivo ou pelo outro, com essa vizinha eu não dei tanta sorte.
Sorte. Eu notei só ter sido prejudicado por tudo de que gostava demais. Alemão tomou meu tempo de estudo na faculdade, a Carol tomou meu tempo de estudo no colégio, e o estudo no colégio tomou minha adolescência, além de ter me colocado na faculdade errada. Eu sempre abri mão de bens maiores por causa das minhas extravagâncias, em função do que estava convencido ser certo. Seja convicção espontânea, seja induzida, os resultados dos meus gostos sempre foram trágicos. Eis um bom motivo pra eu continuar seguindo minha carreira sem ser lá apaixonado por ela. As melhores bebidas são as mais amargas, haha...
Tem uma outra por aí também, dos velhos tempos. A que mereceu o post em alemão e me bloqueou no MSN depois, supostamente por eu entrar e nunca falar com ela, hahaha... Algo me diz que isso a irrita, então agora eu sempre vou falar com ela quando aparecer na lista. Enfim, não que eu a ache chata (há uma terceira, essa sim chata, com quem eu sempre falo e de quem eu jamais desejaria nada além do óbvio), mas... Respeitar demais mulheres não é das maiores virtudes. Um pouco de fogo na roupa pode ser bem vindo. E eu nunca deixei isso passar pra ela, raramente dizia algo além de "vc está muito bonita na foto" - em uma das vezes, disse ela "que bom que gostou", haha... Se eu tivesse intimidade!
E ela sim seria... possível. Não se encaixa (ainda) no perfil das minhas obsessões (comece-se dizendo que ela é uma graça, mas não chega a me deixar tonto), e, ao contrário do que eu disse no "the way I like to like a girl", ela nem sempre está namorando ou trocando de namorado... Não tem o mesmo cabelo, o mesmo sorriso, o mesmo humor. E nunca houve chance de a gente se olhar. Só sentamos na mesma sala durante a revisão do cursinho, em poucas semanas de pura tensão...
É, olha só... Nada melhor do que escrever sobre uma mulher pra esquecer outra... menina!
Dividido entre uma possível esposa (?) e um caso impossível, mera continuação. A única resposta que eu não quero ouvir de mim mesmo é que eu deveria esquecê-las. Porque eu vou procurar outra na academia, ou na rua mais de baixo, ou no mercado. E serão as mesmas circunstâncias, com as mesmas soluções... Criar mais espaços pra mim só vai criar mais problemas se eu não tiver as idéias certas pras pessoas possíves. Não há pessoas certas, todas são erradas até prova em contrário. Mas algumas são erradas desde o princípio... Suspeito que minha inocente vizinha esteja nessa lista. Pudera a razão ser mais forte nesse momento...
Pra do "the way I like to like a girl" ao menos tem alternativas. Ela aparentemente gosta de video-game, haha... Apesar de moderninha, deu pra perceber que os antigos (entenda-se, década de 90, SNES em diante) também a agradam. Poderia ser uma ocasião... Arrumei emuladores legais, achei um jeito pra jogar antiguidades de dois no laptop. Claro que nenhuma relação pode viver de algo tão pontual. Mas pode nascer.
Quem disse que o post seria melancólico? Eis minha resposta: eu invisto sem compromisso pra não me sentir compromissado com uma em que não posso investir.
Não quero agradar ninguém, só quero me sentir... Útil
Esse bom humor em nada combina com os motivos que me levaram a desempoeirar esse blog... Mais uma vez. Eu deveria apelidá-lo de "muro das lamentações", hehe... Aiai, esse bom humor não vai me deixar chegar a parte alguma...
Nem sei se quero ser profundo, ficar insistindo em mergulhos profundos, afogando-me em minhas fantasias... E obsessões. Ao menos estou ficando rápido em reconhecer essas últimas, bem como em me livrar delas. Descobri (mais uma vez, entre várias outras) que uma delas (o "mais uma vez" se refere a ela, a propósito) agora tem namorado. Enfim, o calafrio foi menor que em todas as demais vezes, mas, misteriosamente, hoje lá fui eu, em um macabro e quase involuntário gesto de precaução, me desintoxicar. Realmente, eu sequer pensei nela. Só pensei em mim.
E aí, no meio do caminho (agora estou me lembrando, houve três rodadas!) de comprar um pouco mais, eis que encontro outra... É uma vizinha. Eu vou pular a parte do "a gente se olha". Já deu nos nervos, seja com quem for. A parte de eu me sentir culpado em não poder fazer nada é igualmente irritante, mas dessa ainda custa-me muito me livrar. Ela parece tão novinha, haha... Minha vizinha.
Não sei o que fazer. Fico procurando desculpas do tipo "não tenho carro, emprego, nem amigos próximos dela". Aí eu me pergunto: e se tivesse tudo isso? Qual diferença faria? O que eu faria? Já houve casos de eu ser amigo pessoal de uma delas, ter carro a disposição e dinheiro sobrando pra pagar o que fosse pra duas pessoas normais em um único dia. Então seria extremamente arrogante da minha parte me esconder atrás disso, como costumo.
Aí eu posso alternar minha postura e dizer que só escolho pessoas erradas, distantes, pras quais, não importando o que eu tenha a meu alcance, eu nunca terei algo a dizer, algo apto a alcançá-las. E então eu estarei, mais uma vez, condenando-me, sem refletir muito se sou realmente o culpado de as coisas terem chegado nesse ponto.
Tenho como que um impulso em querer buscar uma solução diferente de desistir, quando isso seria o mais sensato, em face das circunstâncias. Só sei o nome dela de ouvir as pessoas a chamando no portão. Foi como descobri o orkut, adicionei no MSN, mandei mensagens, email... Vergeblich. Nunca responde. Eu preferiria que ela virasse a cara, que fosse uma criança e mostrasse a língua. É mais fácil esquecer mulher orgulhosa, eu pego raiva rápido - tá aí algo pra que fui bem treinado. Desde que eu tenha certeza. Eu tenho certeza ao olhar três ou quatro vezes nos olhos de uma mina e ela não corresponder. Também desisto se tentar olhar três ou quatro vezes e não tiver vontade de continuar, simplesmente porque o santo não bate. Por um motivo ou pelo outro, com essa vizinha eu não dei tanta sorte.
Sorte. Eu notei só ter sido prejudicado por tudo de que gostava demais. Alemão tomou meu tempo de estudo na faculdade, a Carol tomou meu tempo de estudo no colégio, e o estudo no colégio tomou minha adolescência, além de ter me colocado na faculdade errada. Eu sempre abri mão de bens maiores por causa das minhas extravagâncias, em função do que estava convencido ser certo. Seja convicção espontânea, seja induzida, os resultados dos meus gostos sempre foram trágicos. Eis um bom motivo pra eu continuar seguindo minha carreira sem ser lá apaixonado por ela. As melhores bebidas são as mais amargas, haha...
Tem uma outra por aí também, dos velhos tempos. A que mereceu o post em alemão e me bloqueou no MSN depois, supostamente por eu entrar e nunca falar com ela, hahaha... Algo me diz que isso a irrita, então agora eu sempre vou falar com ela quando aparecer na lista. Enfim, não que eu a ache chata (há uma terceira, essa sim chata, com quem eu sempre falo e de quem eu jamais desejaria nada além do óbvio), mas... Respeitar demais mulheres não é das maiores virtudes. Um pouco de fogo na roupa pode ser bem vindo. E eu nunca deixei isso passar pra ela, raramente dizia algo além de "vc está muito bonita na foto" - em uma das vezes, disse ela "que bom que gostou", haha... Se eu tivesse intimidade!
E ela sim seria... possível. Não se encaixa (ainda) no perfil das minhas obsessões (comece-se dizendo que ela é uma graça, mas não chega a me deixar tonto), e, ao contrário do que eu disse no "the way I like to like a girl", ela nem sempre está namorando ou trocando de namorado... Não tem o mesmo cabelo, o mesmo sorriso, o mesmo humor. E nunca houve chance de a gente se olhar. Só sentamos na mesma sala durante a revisão do cursinho, em poucas semanas de pura tensão...
É, olha só... Nada melhor do que escrever sobre uma mulher pra esquecer outra... menina!
Dividido entre uma possível esposa (?) e um caso impossível, mera continuação. A única resposta que eu não quero ouvir de mim mesmo é que eu deveria esquecê-las. Porque eu vou procurar outra na academia, ou na rua mais de baixo, ou no mercado. E serão as mesmas circunstâncias, com as mesmas soluções... Criar mais espaços pra mim só vai criar mais problemas se eu não tiver as idéias certas pras pessoas possíves. Não há pessoas certas, todas são erradas até prova em contrário. Mas algumas são erradas desde o princípio... Suspeito que minha inocente vizinha esteja nessa lista. Pudera a razão ser mais forte nesse momento...
Pra do "the way I like to like a girl" ao menos tem alternativas. Ela aparentemente gosta de video-game, haha... Apesar de moderninha, deu pra perceber que os antigos (entenda-se, década de 90, SNES em diante) também a agradam. Poderia ser uma ocasião... Arrumei emuladores legais, achei um jeito pra jogar antiguidades de dois no laptop. Claro que nenhuma relação pode viver de algo tão pontual. Mas pode nascer.
Quem disse que o post seria melancólico? Eis minha resposta: eu invisto sem compromisso pra não me sentir compromissado com uma em que não posso investir.
Não quero agradar ninguém, só quero me sentir... Útil

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