Segundo Houaiss, energia é a capacidade que um corpo, uma substância ou sistema físico têm de realizar trabalho. Não por outro motivo a percebemos mais claramente enquanto movimento ou causa de qualquer coisa, e a qualificamos de acordo com sua forma de expressão - quer potencial, quer atual. Um explosivo ou um corpo pendurado por um cabo. Um avião decolando ou uma pessoa escrevendo. É ação ou iminência. Não é algo com existência independente, é um atributo de algo.
Um corpo parado carece de energia cinética, e, segundo o conceito de trabalho, ao movê-lo pelo ponto de aplicação da força na direção desta, transfere-se energia pra ele. Quão maior sua massa for, mais energia se precisa pra realizar um mesmo deslocamento.
Eis a pergunta: what happens when an unstoppable force meets an immovable object? Embora nem todos objetos sejam inamovíveis, qualquer força, sob o ponto de vista energético, tem algo de ininterrompível. Se, por um instante, o movimento sempre se reorganiza em forma de potência, em seguida ou ele assim permanece, ou se transfere por diversas formas. Pode parar, mas nunca desaparecer. Se nos abstrairmos do momento, a energia nem sequer pára.
Posso desconhecer mais detalhes, mas - e isso eu chamo de fé - assim é a mecânica de todo o universo que conheço. Por mais complexo e, eventualmente, improvável de se quantificar, absolutamente nada no mundo escapa de ser parte em uma relação de transmissão de energia. Nem mesmo eu escapo.
Em um mundo assim organizado, toda tentativa de organização é feita com base no caos. No mais das vezes, é impossível prever como a energia se comportará - parte dela, inclusive, teve um comportamento anterior à nossa própria existência, restringindo e permitindo-nos possibilidades.
Todo o sucesso acaba sendo fruto do próprio caos, obra da fortuna. Se alguma primeira moral há de se tirar disso, é a de que, quando se desconhece parte das regras logicamente anteriores e posteriores a nós mesmos, vendo-se apenas a fortuna, a probabilidade de a energia se propagar de determinado modo - talvez um que nos favoreça - cresce a uma razão qualquer, conforme se aumentem o número de tentativas.
Na física, fácil é prever que uma bolinha de borracha, ao cair no chão, sofre ação da força normal, perpendicular a este, assumindo nova trajetória pela força determinada, voltando quase à mesma altura de que veio. Microscopicamente, algo semelhante ocorre se eu derrubar, de uma mesma altura, uma anilha de 20 quilos com a face pro chão. Mas o intenso ruído liberado e o curto deslocamento sucessivo indicam que a energia se transferiu, em grande parte, de um jeito bem diferente.
Embora sejam corpos de constituição simples o bastante para sabermos de que resultam tais diferenças, a natureza humana não funciona de outro modo. Apenas é mais difícil adivinhar como reagirá ao ir de encontro a "paredes inamovíveis". Se se estilhaçará como um vaso de porcelana; se a colisão será visivelmente inelástica, causando deformações permanentes; ou perfeitamente (ou, pelo menos, parcialmente) elástica, dando-lhe nova trajetória. Ou se reagirá como nitroglicerina, para cuja ignição um choque físico já é suficiente, e varrerá qualquer coisa em seu raio explosivo.
Um dia eu estava me movendo, e encontrei objetos inamovíveis. Só quem conheceu e entendeu minha infância pode dizer o quão densos e volumosos o foram. Certamente, nunca o bastante pra me deter, apenas pra alterar a natureza do movimento. A explicação de como aconteceu é tão incerta quanto prever acontecimentos assim, reduzindo-os a tamanha simplicidade.
Achei o modelo da explosão bem curioso, haha... Serve pra explicar grosseiramente as pessoas perigosas de verdade. Eu devo ser, hm... Três coisas se movendo juntas, com distintas propriedades. Um vaso de porcelana e uma bolinha de borracha presos ao capô de um carro em alta velocidade. Ao acertarmos a parede inamovível, o carro absorve o impacto de forma inelástica, deformando-se completamente, liberando forte estrondo. O vaso e a bolinha se desprendem e voam em direção à parede. Ao tocá-la, o vaso se despedaça, fazendo barulho, e a bolinha assume outra trajetória, estando quase tão rápida e silenciosa como antes da colisão.
Apesar de cada parte passar a não mais se relacionar pelo contato, ainda têm algo em comum ao pensarmos na transferência de energia. E na validade desse modelo, hehe... Uma pequena parte de mim se despedaça, outra bem maior se deforma e uma última toma nova trajetória, ainda cheia de energia...
Hora de a idéia se humanizar um pouco - mas nem tanto. De algum modo, a colisão estilhaçou minha vida social. Prefiro não entrar em mais detalhes, mas trocas de escola e família perturbada brigando consigo mesma e com vizinhos são a melhor maneira de uma criança se ver desapegada de tudo quanto devia lhe ser mais próximo. Indo mais além, pessoas são afetadas por exemplos assim como a luz se reflete nos objetos e somos marcados por nossas impressões visuais. Os meus colidiram forte o bastante pra desintegrarem tudo quanto havia de afetivo, lançando as partes o mais longe possível umas das outras.
Foram perdas, mas teriam sido menos graves se outra fosse a sucessão dos fatos. Meu campo de interesses, aparentemente, se viu severamente deformado. Direcionar a energia pra muitos campos tornou-se pesaroso, novas idéias passaram a soar tão temerárias como as antigas ainda mal exploradas. Realmente, gasta-se muita energia pra deformar, mas, ao contrário do visto no estilhaçamento, esta já não se manifesta do mesmo jeito. Ao retorcer, a energia produz calor e ruído, com pouco movimento visível a olho nu.
De certo modo, se o novo movimento mantivesse sua trajetória após perder estilhaços e se deformar, então, se o destino é o que importa, os danos teriam sido pouco relevantes. Se, com a colisão, eu me deformasse, assumisse nova trajetória e nada se tivesse estilhaçado, coisas boas teriam sobrado, e, se não me fossem suficientes, a partir delas mesmas manteriam possibilidades em aberto. Em uma nova trajetória, tendo muito se estilhaçado e quase nada se deformado, então eu estaria apto a reconquistar as perdas e fazer novas aquisições. Parte significativa do movimento ainda se transmitiria, podendo levar a novos caminhos.
O problema foi ter sofrido todos os efeitos da colisão... Sei quão quadrada e pobre (e, inclusive, confusa) parece a explicação. No entanto, bastariam alguns ajustes de grau relativo entre eles, bem como maior nível de detalhamento pra ver como estou perto da eficiência. Alguns fatos podem esclarecer esse pensamento, sem mesmo eu precisar me remeter a ele o tempo inteiro.
É preciso lembrar que esses fatos acontecem em uma seqüência tão rápida a ponto de ser impossível definir qual veio antes. Por ser esta também inútil, melhor pensar em todos ao mesmo tempo, embora se enunciem aqui uns após os outros.
Eu passei a me afastar das pessoas, simplesmente perdi interesse nelas e no mais ao meu redor. Lembro-me de já ter tido coleguinhas e também de ser um bom aluno, interessado em assuntos diversos, ainda quando pequeno. Subitamente, mas nem sempre ao mesmo tempo, tudo deixa de ter sentido. Torno-me a escória solitária.
Acresce-se o abalo sobre o caráter. Prefiro não acreditar ter nascido assim, e, sim, ter-mo tornado. Dá-me esperança de poder me tornar outra coisa. É um desprezo pelo desconhecido, pelo que não se encaixa no pouco deformado ainda existente de mim antes do estilhaçamento.
A natureza dessa mudança eu diria ser a mais recente descoberta. Acreditava se tratar apenas de medo, covardia ou hipersensibilidade. Como disse pra uma amiga, problemas que se manifestam enquanto solução - algo impossível de se resolver, cuja solução ou é desistir de solucionar ou tentar qualquer medida desesperada.
Medidas desesperadas só são explicáveis ao falarmos da mudança de trajetória. É o que acontece se o novo caminho for relativamente sensível ou estreito demais pra um movimento tão enérgico. Imaginem a bolinha de borracha rebatida a 250 km/h em direção a um jardim de margaridas. Só vai alternar quando atingir a cerca, voltando a destruir em seguida. A não ser que algo dissipe toda sua energia, como um amontoado de palha. Seria o fim da bolinha em movimento.
Voltando ao problema... Muitos são os fatos aptos a exemplificá-lo. Perder o contato com certas pessoas mais próximas por inseguranças corriqueiras é mero estilhaçamento. Impedir que novas cheguem perto, por achar que elas têm o mesmo "problema" das antigas... Isso é medo, se considerado em relação a mim mesmo, mas é orgulho, quando as outras pessoas vêem de fora. Nenhuma delas gosta de receber um código de barras por ter simplesmente cruzado o caminho de alguém, só por se "parecer" com outra pessoa na vida deste. Em verdade, outro observador sequer veria (nem mesmo eu) semelhanças, entre umas e outras, capazes de sobrepujar as diferenças. Eu via, e isso era o bastante pra eu dizer quem faria parte da minha vida. Se alguém souber outro nome muito diferente de "orgulho" pra isso, avise-me.
É preciso, no caso, ver esses meus preconceitos em sua forma específica de manifestação. Todos têm os seus, mas pergunto-me se são tão inconscientes, intensos e indiscriminados quanto os meus. São tão contraditórios e infundados a ponto de eu achar que sua única lógica seja a de encontrar um defeito em quase tudo e todos, apenas pra não arriscar incluí-los em meu mundo. Medo e segurança para mim, orgulho e preconceito para os outros. Só uma questão de ponto de vista. Fácil é imaginar qual o ponto de vista das pessoas quando simplesmente não as cumprimento ou olho, mesmo vendo-as rotineiramente.
O mais curioso é que... Uma mesma pessoa poderia entrar apenas em parte nesse meu mundo, cujo funcionamento ficará mais claro ao explicar o novo movimento. Eu já fui apaixonado por uma menina mesmo achando desprezíveis quase todas as suas atitudes. Apenas em parte ela estava dentro das regras, bem pequena parte, por sinal. No entanto, só havia espaço pra ela: ela preenche a regra, e cria uma nova: ela mesma.
Apenas pra concluir esse tópico - preciso resfriar, e falarei sobre resfriamento no próximo tópico! -, esse último padrão assumiu quase tudo em minha vida - e só falaremos da causa eficiente mais tarde; sei qual foi. Primeiro os video-games; depois os estudos e, dentro deles, exatas; então as garotas - foi sorte estas e aqueles dois últimos terem dividido território até eu entrar na faculdade -; então alemão, seriados, escrita etc. Em maior ou menor nível, a deformação proporcionou-me direcionamentos bastante restritos, pra onde tudo parecia ser seguro, exatamente por ser restrito e parecer passível de ser controlado.
Finalizando, essas duas primeiras decorrências foram importantes para eu estar onde estou, com minhas virtudes e defeitos. São aspectos estáticos, cujas essências, por si só, são incapazes de fazer alguém funcionar. Se parte da energia se gastou com eles, certo é que já nem se mexem como antes.
Parte 2
Cheguei a dar indícios de todas as transformações da energia após a colisão. Cabe falar, agora, sobre o restante da energia que praticamente não se dissipa, e mantém o movimento com características quase idênticas às de seu início. Se, na bolinha, a causa desse diferencial são as propriedades de seu material constituinte – a borracha –, é de se desconfiar que algo de indelével exista na natureza de cada homem enquanto tal, resistente a mais choques sem perder suas propriedades.
Mal sei se existe algo assim e como pode se manifestar nas pessoas. Se é índole, temperamento, espírito etc. Prefiro manter a terminologia e pensar em um núcleo de organização e distribuição de energia com limites específicos. Quero imaginar algo resistente, flexível e indeformável. Assim como a borracha constitui a bolinha antes mesmo de pensarmos seu trajeto, essa resistência plástica da natureza humana seria, a partir de certo instante, relativamente imutável. Digo, não posso e nem devo tentar enxergar isso nos outros – seria mais um preconceito –, mas... Acredito ter eu mesmo algo a se prestar atenção. Disponho-me a mover umas poucas coisas, descobrir mais, ir até além de onde costumam me recomendar. Sou assim desde pequeno, dos meus sonhos infantis aos meus desejos adolescentes. Da curiosidade científica a lascívia.
As estatísticas (não os testes de QI, que evito) dizem-me o quão longe estou de ser um gênio. Quando mais me julguei estar perto de me tornar um, faltou energia pra ir adiante. Aprofundar-me em sociologia do direito, começar uma nova faculdade ou pós-graduação, ir ainda além nas leituras mais complicadas de toda a minha vida. Nada obstante, continua a dúvida de se só estou sendo arrogante ou se realmente existe algo notavelmente forte em mim, que me levaria a ser até melhor se as dosagens fossem mais bem direcionadas.
Em um caso ou outro – incluindo o de eu ser tão ou menos capaz que a média –, há um “scenario” em que a energia pode ser excessivamente intensa em relação ao sistema sobre o qual é aplicada. No uso do corpo humano, de máquinas com peças móveis e, principalmente, computadores, atividades intensas requerem maior quantidade de energia. Inexistindo condutores perfeitos, parte desta se transforma em calor, que, além de inútil para o propósito da atividade, costuma ser prejudicial à existência do sistema. Se não se puder dissipar o calor por meios naturais, empregam-se os artificiais, cujo funcionamento requer ainda mais energia.
Chegamos agora a um momento muito esperado dessa teoria maluca. Uma consciência com poucos fragmentos de seus primórdios, fortemente limitada em suas possibilidades de trajetória, sendo que, na assumida, o movimento é relativamente enérgico demais para se manter nela sem causar danos. É como ligar um pequeno ventilador direto em uma turbina hidrelétrica. Seu motorzinho irá esquentar até evaporar; sabe-se lá quanta energia a mais seria necessária pra manter tal sistema surreal resfriado e em atividade!
Toda essa volta pra tentar fundamentar em princípios básicos da física a maneira como minha vida é controlada e como controlo as coisas. A colisão representa – caso isso ainda não se tenha feito claro – a censura, a proibição de seguir adiante com minhas pretensões, sendo estas a energia. Algumas se desmancharam: amizades, amores e esperança nas pessoas próximas. Outras se deformaram: expectativas negativas (preconceitos) generalizadas com relação a quase tudo e todos, porém mais salientes quando olho pra garotas. O restante delas se manteve em intensidade, apesar de apontar para outros caminhos, nenhum deles resistentes o bastante pra conter tanta energia.
Imaginando esse sistema a partir da deformação, ela mesma como que apontaria os poucos caminhos para onde é seguro continuar o movimento. Ele vai, mas sobrecarrega o sistema, a ponto de este entrar em colapso. O sistema interpreta o colapso como uma nova colisão, estilhaçando partes do móvel, criando novas deformações, que, de algum modo, influenciam na continuação do movimento.
Em outras palavras, amarrando ainda mais, os preconceitos levam-me a escolher o menor número possível de atividades ou pessoas, em relação aos quais dedico toda a atenção possível. Em um caminho tão vigiado por meu orgulho e por meus preconceitos, o excesso de atenção certamente vai se deparar com obstáculos: desigualdade de tratamento e indiferenças (com relação a pessoas), ou meras desconexões no caminho da compreensão (válido pra pessoas e assuntos). Então eu coloco ainda mais atenção pra tentar colocar as coisas nos trilhos, quando é exatamente o excesso de atenção que as faz parecer descarriladas. Em um momento a atenção se torna insustentável: é ignorada, ou já não mais capta qualquer coisa. E disso nasce uma nova censura, um novo preconceito a se assimilar, tornando-me ainda mais orgulhoso.
Pudera o desenvolver ter sido tão brilhante quanto o final... Eu só tentei ver se as frustrações se comportaram como colisões de objetos em movimento. Devo ter visto algo semelhante em sociologia sobre as expectativas – espero ter sido menos doentio do que original. Algumas são rapidamente anuladas, a ponto de nada mais se esperar; outras se alteram, adquirindo novo conteúdo interpretativo para certa situação; e umas últimas se reafirmam, apesar de terem passado por frustração. O que pode ser original (ao menos às minhas pobres lembranças) seria o fato de existir um ciclo relacional entre elas.
Meus posts são como contos de fadas: grandes casos com pequenas morais. Se a fortuna é a causa do sucesso, acho que uma das maiores fortunas é saber da sua existência e funcionamento, apenas não maior do que a de conhecer algumas regras de ação estatisticamente favorecedoras do sucesso ou o fracasso. Mesmo as regras científicas se encaixam nesse jogo. A aerodinâmica me diz que o avião pode decolar e aterrissar com segurança, mas a meteorologia pode não prever um vento transversal forte durante a aproximação final, tampouco a engenharia mecânica irá adivinhar o desgaste precoce de uma peça viciada em uma das turbinas.
Consigo enxergar as perdas, as mudanças e a continuidade, bem como uma maneira de com se relacionam entre si. Eu ganhei algumas coisas também, das quais gosto e estou aprendendo a gostar. Do meu jeito ainda, saboreando cada detalhe no mais das vezes, até dando-me ao luxo de ser mais descontraído, embora não sem me culpar depois.
Curiosamente, embora eu não tenha discorrido sobre hoje, o sucesso de algumas expectativas tem servido de inspiração pra algumas novas. Posso ter falado de preconceitos, de como eles, em excesso, restringem demais o campo de ação, mas os melhor chamados de juízos saudáveis trazem crescimento puro e sustentável. Isso vale para meu jeito de aprender as coisas: não importa quanta energia vc acrescente: o sono pode ser o bastante pra resfriar. Humano como sou, óbvio que tenho outras necessidades, mas elas não suportam tanta energia assim. Logo, se ela, em excesso, é útil para aprender sozinho, por que não aprender como ser uma pessoa melhor e mais tranqüila? Gastar muita energia em algo usado para esfriar em determinada situação, aplicar menos pressão nos relacionamentos, ser mais aberto e ter expectativas menos preconceituosas, de gente orgulhosa.
Não estaria suprimindo nada de essencial em mim, apenas redirecionando para outros caminhos. Não completamente novos e sobre os quais nunca tenham recaído preconceitos – The Secret, antes de parecer pseudocientífico como meus escritos, soava completamente acientífico. Ou eu simplesmente me faltou criatividade pra ligar as idéias umas às outras.
São outros tempos, no entanto. Estou disposto a aprender, concretamente, como agradar as pessoas, as mulheres. Conheço muitos dos meus vícios, e impera a necessidade de suprimi-los. Mas ainda é uma incógnita o que acrescentar.
Foi uma moral, não? Diferente de meu estilo pesado, mas... Tentando igualar, a melhor forma de satisfazer novas expectativas é tomar por base as já satisfeitas. Assim como as negativas se atraem da forma explicada – The Secret faz isso parecer completamente místico –, as positivas tendem a poder ser aplicadas cada vez mais, podendo, conforme sua evolução, adquirir novos detalhes para situações antes inusitadas.
Não vai existir um livro pra história dos sentimentos de cada pessoa, mas vai existir um livro pros sentimentos em geral, sobre como alcançar alguns deles na média. Bastam alguns passos para começar, outras recomendações para manter... E a pessoa será o livro de si mesma, aberta pra eu ler, tirar minhas conclusões. E aplicar nela mesma.
Soa pouco romântico, mas posso aprender isso, saber o que agrada. Não se conta esse tipo de coisa pra mulheres, salvo se isso puder conquistá-la. E não poderá, até que ela ou alguém mais experiente diga o contrário. Algumas regras existem, e as estatísticas dizem quais funcionam, no mais das vezes.
Chega... Vou procurar um livrinho sobre, pedir recomendações a respeito. As melhores ou mais conhecidas.
Um corpo parado carece de energia cinética, e, segundo o conceito de trabalho, ao movê-lo pelo ponto de aplicação da força na direção desta, transfere-se energia pra ele. Quão maior sua massa for, mais energia se precisa pra realizar um mesmo deslocamento.
Eis a pergunta: what happens when an unstoppable force meets an immovable object? Embora nem todos objetos sejam inamovíveis, qualquer força, sob o ponto de vista energético, tem algo de ininterrompível. Se, por um instante, o movimento sempre se reorganiza em forma de potência, em seguida ou ele assim permanece, ou se transfere por diversas formas. Pode parar, mas nunca desaparecer. Se nos abstrairmos do momento, a energia nem sequer pára.
Posso desconhecer mais detalhes, mas - e isso eu chamo de fé - assim é a mecânica de todo o universo que conheço. Por mais complexo e, eventualmente, improvável de se quantificar, absolutamente nada no mundo escapa de ser parte em uma relação de transmissão de energia. Nem mesmo eu escapo.
Em um mundo assim organizado, toda tentativa de organização é feita com base no caos. No mais das vezes, é impossível prever como a energia se comportará - parte dela, inclusive, teve um comportamento anterior à nossa própria existência, restringindo e permitindo-nos possibilidades.
Todo o sucesso acaba sendo fruto do próprio caos, obra da fortuna. Se alguma primeira moral há de se tirar disso, é a de que, quando se desconhece parte das regras logicamente anteriores e posteriores a nós mesmos, vendo-se apenas a fortuna, a probabilidade de a energia se propagar de determinado modo - talvez um que nos favoreça - cresce a uma razão qualquer, conforme se aumentem o número de tentativas.
Na física, fácil é prever que uma bolinha de borracha, ao cair no chão, sofre ação da força normal, perpendicular a este, assumindo nova trajetória pela força determinada, voltando quase à mesma altura de que veio. Microscopicamente, algo semelhante ocorre se eu derrubar, de uma mesma altura, uma anilha de 20 quilos com a face pro chão. Mas o intenso ruído liberado e o curto deslocamento sucessivo indicam que a energia se transferiu, em grande parte, de um jeito bem diferente.
Embora sejam corpos de constituição simples o bastante para sabermos de que resultam tais diferenças, a natureza humana não funciona de outro modo. Apenas é mais difícil adivinhar como reagirá ao ir de encontro a "paredes inamovíveis". Se se estilhaçará como um vaso de porcelana; se a colisão será visivelmente inelástica, causando deformações permanentes; ou perfeitamente (ou, pelo menos, parcialmente) elástica, dando-lhe nova trajetória. Ou se reagirá como nitroglicerina, para cuja ignição um choque físico já é suficiente, e varrerá qualquer coisa em seu raio explosivo.
Um dia eu estava me movendo, e encontrei objetos inamovíveis. Só quem conheceu e entendeu minha infância pode dizer o quão densos e volumosos o foram. Certamente, nunca o bastante pra me deter, apenas pra alterar a natureza do movimento. A explicação de como aconteceu é tão incerta quanto prever acontecimentos assim, reduzindo-os a tamanha simplicidade.
Achei o modelo da explosão bem curioso, haha... Serve pra explicar grosseiramente as pessoas perigosas de verdade. Eu devo ser, hm... Três coisas se movendo juntas, com distintas propriedades. Um vaso de porcelana e uma bolinha de borracha presos ao capô de um carro em alta velocidade. Ao acertarmos a parede inamovível, o carro absorve o impacto de forma inelástica, deformando-se completamente, liberando forte estrondo. O vaso e a bolinha se desprendem e voam em direção à parede. Ao tocá-la, o vaso se despedaça, fazendo barulho, e a bolinha assume outra trajetória, estando quase tão rápida e silenciosa como antes da colisão.
Apesar de cada parte passar a não mais se relacionar pelo contato, ainda têm algo em comum ao pensarmos na transferência de energia. E na validade desse modelo, hehe... Uma pequena parte de mim se despedaça, outra bem maior se deforma e uma última toma nova trajetória, ainda cheia de energia...
Hora de a idéia se humanizar um pouco - mas nem tanto. De algum modo, a colisão estilhaçou minha vida social. Prefiro não entrar em mais detalhes, mas trocas de escola e família perturbada brigando consigo mesma e com vizinhos são a melhor maneira de uma criança se ver desapegada de tudo quanto devia lhe ser mais próximo. Indo mais além, pessoas são afetadas por exemplos assim como a luz se reflete nos objetos e somos marcados por nossas impressões visuais. Os meus colidiram forte o bastante pra desintegrarem tudo quanto havia de afetivo, lançando as partes o mais longe possível umas das outras.
Foram perdas, mas teriam sido menos graves se outra fosse a sucessão dos fatos. Meu campo de interesses, aparentemente, se viu severamente deformado. Direcionar a energia pra muitos campos tornou-se pesaroso, novas idéias passaram a soar tão temerárias como as antigas ainda mal exploradas. Realmente, gasta-se muita energia pra deformar, mas, ao contrário do visto no estilhaçamento, esta já não se manifesta do mesmo jeito. Ao retorcer, a energia produz calor e ruído, com pouco movimento visível a olho nu.
De certo modo, se o novo movimento mantivesse sua trajetória após perder estilhaços e se deformar, então, se o destino é o que importa, os danos teriam sido pouco relevantes. Se, com a colisão, eu me deformasse, assumisse nova trajetória e nada se tivesse estilhaçado, coisas boas teriam sobrado, e, se não me fossem suficientes, a partir delas mesmas manteriam possibilidades em aberto. Em uma nova trajetória, tendo muito se estilhaçado e quase nada se deformado, então eu estaria apto a reconquistar as perdas e fazer novas aquisições. Parte significativa do movimento ainda se transmitiria, podendo levar a novos caminhos.
O problema foi ter sofrido todos os efeitos da colisão... Sei quão quadrada e pobre (e, inclusive, confusa) parece a explicação. No entanto, bastariam alguns ajustes de grau relativo entre eles, bem como maior nível de detalhamento pra ver como estou perto da eficiência. Alguns fatos podem esclarecer esse pensamento, sem mesmo eu precisar me remeter a ele o tempo inteiro.
É preciso lembrar que esses fatos acontecem em uma seqüência tão rápida a ponto de ser impossível definir qual veio antes. Por ser esta também inútil, melhor pensar em todos ao mesmo tempo, embora se enunciem aqui uns após os outros.
Eu passei a me afastar das pessoas, simplesmente perdi interesse nelas e no mais ao meu redor. Lembro-me de já ter tido coleguinhas e também de ser um bom aluno, interessado em assuntos diversos, ainda quando pequeno. Subitamente, mas nem sempre ao mesmo tempo, tudo deixa de ter sentido. Torno-me a escória solitária.
Acresce-se o abalo sobre o caráter. Prefiro não acreditar ter nascido assim, e, sim, ter-mo tornado. Dá-me esperança de poder me tornar outra coisa. É um desprezo pelo desconhecido, pelo que não se encaixa no pouco deformado ainda existente de mim antes do estilhaçamento.
A natureza dessa mudança eu diria ser a mais recente descoberta. Acreditava se tratar apenas de medo, covardia ou hipersensibilidade. Como disse pra uma amiga, problemas que se manifestam enquanto solução - algo impossível de se resolver, cuja solução ou é desistir de solucionar ou tentar qualquer medida desesperada.
Medidas desesperadas só são explicáveis ao falarmos da mudança de trajetória. É o que acontece se o novo caminho for relativamente sensível ou estreito demais pra um movimento tão enérgico. Imaginem a bolinha de borracha rebatida a 250 km/h em direção a um jardim de margaridas. Só vai alternar quando atingir a cerca, voltando a destruir em seguida. A não ser que algo dissipe toda sua energia, como um amontoado de palha. Seria o fim da bolinha em movimento.
Voltando ao problema... Muitos são os fatos aptos a exemplificá-lo. Perder o contato com certas pessoas mais próximas por inseguranças corriqueiras é mero estilhaçamento. Impedir que novas cheguem perto, por achar que elas têm o mesmo "problema" das antigas... Isso é medo, se considerado em relação a mim mesmo, mas é orgulho, quando as outras pessoas vêem de fora. Nenhuma delas gosta de receber um código de barras por ter simplesmente cruzado o caminho de alguém, só por se "parecer" com outra pessoa na vida deste. Em verdade, outro observador sequer veria (nem mesmo eu) semelhanças, entre umas e outras, capazes de sobrepujar as diferenças. Eu via, e isso era o bastante pra eu dizer quem faria parte da minha vida. Se alguém souber outro nome muito diferente de "orgulho" pra isso, avise-me.
É preciso, no caso, ver esses meus preconceitos em sua forma específica de manifestação. Todos têm os seus, mas pergunto-me se são tão inconscientes, intensos e indiscriminados quanto os meus. São tão contraditórios e infundados a ponto de eu achar que sua única lógica seja a de encontrar um defeito em quase tudo e todos, apenas pra não arriscar incluí-los em meu mundo. Medo e segurança para mim, orgulho e preconceito para os outros. Só uma questão de ponto de vista. Fácil é imaginar qual o ponto de vista das pessoas quando simplesmente não as cumprimento ou olho, mesmo vendo-as rotineiramente.
O mais curioso é que... Uma mesma pessoa poderia entrar apenas em parte nesse meu mundo, cujo funcionamento ficará mais claro ao explicar o novo movimento. Eu já fui apaixonado por uma menina mesmo achando desprezíveis quase todas as suas atitudes. Apenas em parte ela estava dentro das regras, bem pequena parte, por sinal. No entanto, só havia espaço pra ela: ela preenche a regra, e cria uma nova: ela mesma.
Apenas pra concluir esse tópico - preciso resfriar, e falarei sobre resfriamento no próximo tópico! -, esse último padrão assumiu quase tudo em minha vida - e só falaremos da causa eficiente mais tarde; sei qual foi. Primeiro os video-games; depois os estudos e, dentro deles, exatas; então as garotas - foi sorte estas e aqueles dois últimos terem dividido território até eu entrar na faculdade -; então alemão, seriados, escrita etc. Em maior ou menor nível, a deformação proporcionou-me direcionamentos bastante restritos, pra onde tudo parecia ser seguro, exatamente por ser restrito e parecer passível de ser controlado.
Finalizando, essas duas primeiras decorrências foram importantes para eu estar onde estou, com minhas virtudes e defeitos. São aspectos estáticos, cujas essências, por si só, são incapazes de fazer alguém funcionar. Se parte da energia se gastou com eles, certo é que já nem se mexem como antes.
Parte 2
Cheguei a dar indícios de todas as transformações da energia após a colisão. Cabe falar, agora, sobre o restante da energia que praticamente não se dissipa, e mantém o movimento com características quase idênticas às de seu início. Se, na bolinha, a causa desse diferencial são as propriedades de seu material constituinte – a borracha –, é de se desconfiar que algo de indelével exista na natureza de cada homem enquanto tal, resistente a mais choques sem perder suas propriedades.
Mal sei se existe algo assim e como pode se manifestar nas pessoas. Se é índole, temperamento, espírito etc. Prefiro manter a terminologia e pensar em um núcleo de organização e distribuição de energia com limites específicos. Quero imaginar algo resistente, flexível e indeformável. Assim como a borracha constitui a bolinha antes mesmo de pensarmos seu trajeto, essa resistência plástica da natureza humana seria, a partir de certo instante, relativamente imutável. Digo, não posso e nem devo tentar enxergar isso nos outros – seria mais um preconceito –, mas... Acredito ter eu mesmo algo a se prestar atenção. Disponho-me a mover umas poucas coisas, descobrir mais, ir até além de onde costumam me recomendar. Sou assim desde pequeno, dos meus sonhos infantis aos meus desejos adolescentes. Da curiosidade científica a lascívia.
As estatísticas (não os testes de QI, que evito) dizem-me o quão longe estou de ser um gênio. Quando mais me julguei estar perto de me tornar um, faltou energia pra ir adiante. Aprofundar-me em sociologia do direito, começar uma nova faculdade ou pós-graduação, ir ainda além nas leituras mais complicadas de toda a minha vida. Nada obstante, continua a dúvida de se só estou sendo arrogante ou se realmente existe algo notavelmente forte em mim, que me levaria a ser até melhor se as dosagens fossem mais bem direcionadas.
Em um caso ou outro – incluindo o de eu ser tão ou menos capaz que a média –, há um “scenario” em que a energia pode ser excessivamente intensa em relação ao sistema sobre o qual é aplicada. No uso do corpo humano, de máquinas com peças móveis e, principalmente, computadores, atividades intensas requerem maior quantidade de energia. Inexistindo condutores perfeitos, parte desta se transforma em calor, que, além de inútil para o propósito da atividade, costuma ser prejudicial à existência do sistema. Se não se puder dissipar o calor por meios naturais, empregam-se os artificiais, cujo funcionamento requer ainda mais energia.
Chegamos agora a um momento muito esperado dessa teoria maluca. Uma consciência com poucos fragmentos de seus primórdios, fortemente limitada em suas possibilidades de trajetória, sendo que, na assumida, o movimento é relativamente enérgico demais para se manter nela sem causar danos. É como ligar um pequeno ventilador direto em uma turbina hidrelétrica. Seu motorzinho irá esquentar até evaporar; sabe-se lá quanta energia a mais seria necessária pra manter tal sistema surreal resfriado e em atividade!
Toda essa volta pra tentar fundamentar em princípios básicos da física a maneira como minha vida é controlada e como controlo as coisas. A colisão representa – caso isso ainda não se tenha feito claro – a censura, a proibição de seguir adiante com minhas pretensões, sendo estas a energia. Algumas se desmancharam: amizades, amores e esperança nas pessoas próximas. Outras se deformaram: expectativas negativas (preconceitos) generalizadas com relação a quase tudo e todos, porém mais salientes quando olho pra garotas. O restante delas se manteve em intensidade, apesar de apontar para outros caminhos, nenhum deles resistentes o bastante pra conter tanta energia.
Imaginando esse sistema a partir da deformação, ela mesma como que apontaria os poucos caminhos para onde é seguro continuar o movimento. Ele vai, mas sobrecarrega o sistema, a ponto de este entrar em colapso. O sistema interpreta o colapso como uma nova colisão, estilhaçando partes do móvel, criando novas deformações, que, de algum modo, influenciam na continuação do movimento.
Em outras palavras, amarrando ainda mais, os preconceitos levam-me a escolher o menor número possível de atividades ou pessoas, em relação aos quais dedico toda a atenção possível. Em um caminho tão vigiado por meu orgulho e por meus preconceitos, o excesso de atenção certamente vai se deparar com obstáculos: desigualdade de tratamento e indiferenças (com relação a pessoas), ou meras desconexões no caminho da compreensão (válido pra pessoas e assuntos). Então eu coloco ainda mais atenção pra tentar colocar as coisas nos trilhos, quando é exatamente o excesso de atenção que as faz parecer descarriladas. Em um momento a atenção se torna insustentável: é ignorada, ou já não mais capta qualquer coisa. E disso nasce uma nova censura, um novo preconceito a se assimilar, tornando-me ainda mais orgulhoso.
Pudera o desenvolver ter sido tão brilhante quanto o final... Eu só tentei ver se as frustrações se comportaram como colisões de objetos em movimento. Devo ter visto algo semelhante em sociologia sobre as expectativas – espero ter sido menos doentio do que original. Algumas são rapidamente anuladas, a ponto de nada mais se esperar; outras se alteram, adquirindo novo conteúdo interpretativo para certa situação; e umas últimas se reafirmam, apesar de terem passado por frustração. O que pode ser original (ao menos às minhas pobres lembranças) seria o fato de existir um ciclo relacional entre elas.
Meus posts são como contos de fadas: grandes casos com pequenas morais. Se a fortuna é a causa do sucesso, acho que uma das maiores fortunas é saber da sua existência e funcionamento, apenas não maior do que a de conhecer algumas regras de ação estatisticamente favorecedoras do sucesso ou o fracasso. Mesmo as regras científicas se encaixam nesse jogo. A aerodinâmica me diz que o avião pode decolar e aterrissar com segurança, mas a meteorologia pode não prever um vento transversal forte durante a aproximação final, tampouco a engenharia mecânica irá adivinhar o desgaste precoce de uma peça viciada em uma das turbinas.
Consigo enxergar as perdas, as mudanças e a continuidade, bem como uma maneira de com se relacionam entre si. Eu ganhei algumas coisas também, das quais gosto e estou aprendendo a gostar. Do meu jeito ainda, saboreando cada detalhe no mais das vezes, até dando-me ao luxo de ser mais descontraído, embora não sem me culpar depois.
Curiosamente, embora eu não tenha discorrido sobre hoje, o sucesso de algumas expectativas tem servido de inspiração pra algumas novas. Posso ter falado de preconceitos, de como eles, em excesso, restringem demais o campo de ação, mas os melhor chamados de juízos saudáveis trazem crescimento puro e sustentável. Isso vale para meu jeito de aprender as coisas: não importa quanta energia vc acrescente: o sono pode ser o bastante pra resfriar. Humano como sou, óbvio que tenho outras necessidades, mas elas não suportam tanta energia assim. Logo, se ela, em excesso, é útil para aprender sozinho, por que não aprender como ser uma pessoa melhor e mais tranqüila? Gastar muita energia em algo usado para esfriar em determinada situação, aplicar menos pressão nos relacionamentos, ser mais aberto e ter expectativas menos preconceituosas, de gente orgulhosa.
Não estaria suprimindo nada de essencial em mim, apenas redirecionando para outros caminhos. Não completamente novos e sobre os quais nunca tenham recaído preconceitos – The Secret, antes de parecer pseudocientífico como meus escritos, soava completamente acientífico. Ou eu simplesmente me faltou criatividade pra ligar as idéias umas às outras.
São outros tempos, no entanto. Estou disposto a aprender, concretamente, como agradar as pessoas, as mulheres. Conheço muitos dos meus vícios, e impera a necessidade de suprimi-los. Mas ainda é uma incógnita o que acrescentar.
Foi uma moral, não? Diferente de meu estilo pesado, mas... Tentando igualar, a melhor forma de satisfazer novas expectativas é tomar por base as já satisfeitas. Assim como as negativas se atraem da forma explicada – The Secret faz isso parecer completamente místico –, as positivas tendem a poder ser aplicadas cada vez mais, podendo, conforme sua evolução, adquirir novos detalhes para situações antes inusitadas.
Não vai existir um livro pra história dos sentimentos de cada pessoa, mas vai existir um livro pros sentimentos em geral, sobre como alcançar alguns deles na média. Bastam alguns passos para começar, outras recomendações para manter... E a pessoa será o livro de si mesma, aberta pra eu ler, tirar minhas conclusões. E aplicar nela mesma.
Soa pouco romântico, mas posso aprender isso, saber o que agrada. Não se conta esse tipo de coisa pra mulheres, salvo se isso puder conquistá-la. E não poderá, até que ela ou alguém mais experiente diga o contrário. Algumas regras existem, e as estatísticas dizem quais funcionam, no mais das vezes.
Chega... Vou procurar um livrinho sobre, pedir recomendações a respeito. As melhores ou mais conhecidas.

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