Crescer é algo complexo. É preciso tomar decisões, cujas conseqüências se projetam em outrem além de si próprio. E, às vezes, sinto-me fraco, impotente. E, depois, sozinho: ninguém pode ajudar.
Começar um curso de extensão pra ver se tenho futuro, brigar contra a Telefônica, que se recusa a deixar funcionando o serviço pelo qual cobra... Como disse a uma nova amiga dia desses, alternativas surgem aos montes, mas parece existir uma tendência automática a negá-las, sem raciocinar muito se poderiam dar certo. E poderiam; apenas pareço ter me desgastado demais com tentativas frustradas, a ponto de muito pouco ter sobrado pra inovar.
Quanto à Telefônica, há pelo menos seis meses estive procurando um modem sem fio das empresas de telefonia celular. Estavam em falta e, pasme-se, estão em falta até hoje! Uma das atendentes foi categórica a ponto de dizer que eu não encontraria o modem em nenhuma loja da rede – estou falando da Tim; meu blog não é lido, mas faço questão de denegrir, mesmo no escuro, empresas até mais incompetentes que os funcionários por elas contratados, incapazes de sugerir qualquer solução viável pros seus (eventuais) clientes.
As outras alternativas já me dão tanto nojo que custa-me escrever... Mas devo enfrentar isso. Recuso-me a continuar ligando pro 10315; já é a segunda vez que tento cancelar o Speedy, e pedem pra eu tentar um novo reparo. Hoje, um dos técnicos, por telefone, disse ter constatado baixa isolação na rede; uma vez que a fiação interna possui menos de 3 metros até a tomada telefônica, indubitável tratar-se de problema na fiação externa.
Começar um curso de extensão pra ver se tenho futuro, brigar contra a Telefônica, que se recusa a deixar funcionando o serviço pelo qual cobra... Como disse a uma nova amiga dia desses, alternativas surgem aos montes, mas parece existir uma tendência automática a negá-las, sem raciocinar muito se poderiam dar certo. E poderiam; apenas pareço ter me desgastado demais com tentativas frustradas, a ponto de muito pouco ter sobrado pra inovar.
Quanto à Telefônica, há pelo menos seis meses estive procurando um modem sem fio das empresas de telefonia celular. Estavam em falta e, pasme-se, estão em falta até hoje! Uma das atendentes foi categórica a ponto de dizer que eu não encontraria o modem em nenhuma loja da rede – estou falando da Tim; meu blog não é lido, mas faço questão de denegrir, mesmo no escuro, empresas até mais incompetentes que os funcionários por elas contratados, incapazes de sugerir qualquer solução viável pros seus (eventuais) clientes.
As outras alternativas já me dão tanto nojo que custa-me escrever... Mas devo enfrentar isso. Recuso-me a continuar ligando pro 10315; já é a segunda vez que tento cancelar o Speedy, e pedem pra eu tentar um novo reparo. Hoje, um dos técnicos, por telefone, disse ter constatado baixa isolação na rede; uma vez que a fiação interna possui menos de 3 metros até a tomada telefônica, indubitável tratar-se de problema na fiação externa.
Mas já são 6 anos! Há 6 anos foram necessários 7 técnicos e um engenheiro pra instalar o serviço; menos de 2 anos depois, tornou-se instável e nunca mais voltou a ser o mesmo. Foi a partir do segundo semestre de 2008, primeiro momento de sossego desde o colegial, é que passei a tentar resolver...
Não sou dependente de internet, mas tenho um problema grave com coisas que não funcionam, mas deveriam funcionar. Tenho perdido o sono, já destruí um aparelho telefônico, embriaguei-me etc.
Embora eu, infelizmente, nunca tenha sido o único usuário de Internet em casa, sempre fui o único responsável por manter o serviço funcionando. Pergunto-me se não estou sendo rigoroso demais com a Telefônica, se, realmente, alguns clientes têm o azar de usar um par velho em suas linhas, e a empresa não é a competente para o reparo. Se contratar Speedy é o chamado contrato de compra da esperança, como se pagar pra ter acesso à internet fosse similar a pagar para o pescador jogar a rede na água. Se vier peixe, vc paga; se não vier, paga o mesmo valor. Eis a impressão que tenho sobre a impressão que têm de mim em casa, e sobre a que qualquer um teria ao perceber meu inconformismo.
A questão é: se apenas eu sou responsável pela linha, por que pensar em outrem? Se isso está me dando dor de cabeça, se está fazendo mais mal do que bem, então devo cancelar. Não sou o único a me utilizar da velocidade máxima pela qual meu pai paga, e outras pessoas aqui também usam o telefone, mas só eu passo raiva pra mantê-lo, junto com a internet, funcionando perfeitamente, sem ruídos, sem baixa velocidade, com tom de linha etc.
Seria provisório, no entanto... Uma vez tudo cancelado, a única alternativa restante seria... Reativar o serviço! Então teríamos outra linha, outro modem, outra fiação etc.
E aí surgem as mais diversas possibilidades. A minha sorte, agora, foi ter encontrado pedras de gelo no freezer, pra colocar na Coca! É bem efetivo contra os tremores do nervoso, assim como dipirona é boa pra minhas dores de cabeça.
A mais drástica delas seria mudar-se de casa. Tentar algo menor, porém mais adequado às nossas necessidades. O ideal seria em São Paulo, para onde todas as nossas vidas provavelmente estarão voltadas durante um tempo. Certamente, o cabeamento telefônico é melhor – a internet do meu pai, no Centro Velho, é 25% mais rápida que a minha e funciona, apesar de pagarmos o mesmo valor pelo mesmo produto. Maior proximidade dos serviços, transporte coletivo mais barato e relativamente mais eficiente etc.
O efeito seria próximo se morássemos na região central de Osasco – aboliríamos o uso diário dos coletivos locais. Só não seria o mesmo em razão da inexistência de controle de poluição sonora por aqui; aliás, o prefeito, em época de eleição, é o maior fomentador do excesso de ruídos pela cidade. O que se esperar dos demais cidadãos...
No entanto, um dos problemas a se considerar é o investimento. Há garantias a serem oferecidas nos aluguéis feitos por imobiliária; boa parte dos móveis de casa está infestada por cupins, e teria de ser substituída por outros à prova de cupim, se é que já existe isso. Apesar de ser a mais perfeita das soluções, exigiria uma sobra considerável de dinheiro, o que só pode ser obtido em médio prazo. O custeio pode ser mais fácil, caso consigamos uma região mais favorecida por serviços; os preços dos produtos comprados diariamente, como pães, leite e frios é menor; se pelo menos uma pessoa deixar de se deslocar todos os dias de ônibus, economizam-se, aproximadamente, 200 reais por mês.
Deveras, o insucesso em fazer meu telefone funcionar é sintoma de que merecemos algo melhor. Nesse bairro, apenas crescem o número de bares, os filhos das antigas adolescentes grávidas e a erva daninha não aparada pela prefeitura. Todo o resto tende a morrer.
Bom, mas, como solução provisória, preciso pensar na mais rápida. Existe um posto de atendimento do Procon em Osasco, eu deveria começar por ele; pedir orientações, levá-los os documentos que possuo, e descobrir por onde posso começar. Isoladamente, isso não vai tocar a empresa, mas, pelo menos, não ficarei parado esperando a boa vontade desta. Essa alternativa, penso eu, dependeria de eu continuar com a mesma linha, de eu batalhar pra que ela funcione. É a mais justa, na qual o cidadão luta pelos seus direitos, mas pergunto-me o quão desgastante isso seria. Os prazos mal cumpridos de dias pela Telefônica se estenderiam para meses, e então apenas uma indenização compensaria o transtorno.
A outra seria, em um primeiro olhar, mais rápida. Desativaria – tomando o cuidado de saber o que existe disponível no mercado – a linha antiga, comprando uma nova, eventualmente exigindo que nova instalação fosse feita usando outro furo na parte, outra caixa telefônica etc. Uma linha nova, como a do meu primo, funciona perfeitamente, mesmo com reparos internos malfeitos – eu mesmo fiz o último, com fita isolante na sobra de fio saindo da parede.
Disseram-me que, nesse sábado, farão reparos na rede externa e no Speedy simultaneamente. Exigirei os números de telefone dos técnicos – principalmente do cabista, vez que a rede externa é a provável causadora de todos os problemas.
Se, nos próximos meses, eu tirar o telefone do gancho e ouvir qualquer ruído estranho... É impossível ser otimista. Acho que jogo esse modem pela janela. Ok, de preferência estarei controlado o suficiente pra não fazer isso. Cancelo, só isso... E não pago a multa; vamos ver se eles conseguem cobrar.

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